quinta-feira, 7 de abril de 2011


“Terminal Rodoviário de Itajuípe”

PUBLICADO POR CAIO OLIVER 
Um fato (des)interessante aconteceu nas gravações do filme “A Coleção Invisível” em nossa cidade.
“A cidade não tem Terminal Rodoviário”, justificou um conterrâneo ligado à produção do filme assim que necessitaram de um local para cenas de um desembarque de ônibus.
A solução tomada é a que pode ser vista na foto. Uma simulação de um terminal no galpão do antigo grupo Chaves.
Enquanto isso, na vida real, o nosso terminal se resume à uma rua onde os ônibus disputam com carros, moto-taxis e pessoas o direito de trafegar. Nos dias mais intensos o lugar se transforma num caos. E a qualidade do serviço tanto da única empresa de ônibus quanto do poder público é lamentável.
Em períodos de chuva os passageiros sofrem ainda mais com a falta de estrutura tendo que se refugiar nas marquizes das lojas e casas, gerando inconveniência para estes proprietários. Há alguns anos, por exemplo, uma moradora ficou indignada porque ela acabara de pintar a sua casa e um ônibus carbonizou toda a pintura ainda fresca. Um dos comércios pede aos passageiros que não sentem em frente à vitrine.
Em meados da década de 90, um terminal rodoviário foi inaugurado em Itajuípe. Mas devido a fatores logísiticos da cidade, os seguidos problemas estruturais e a incosistência da economia, a mesma foi desativada.
Uma solução inteligente seria a adequação de um novo local para embarque e desembarque. A extensão da praça Régis Pacheco seria um ótimo local devido à largura e posição estratégica. Claro, é necessário um projeto para adequação do local bem como cobertura, assentos e conveniência. O que não cabe mais é a cidade continuar com essa improvisação secular.

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