Um fato (des)interessante aconteceu nas gravações do filme “A Coleção Invisível” em nossa cidade.
“A cidade não tem Terminal Rodoviário”, justificou um conterrâneo ligado à produção do filme assim que necessitaram de um local para cenas de um desembarque de ônibus.
A solução tomada é a que pode ser vista na foto. Uma simulação de um terminal no galpão do antigo grupo Chaves.
Enquanto isso, na vida real, o nosso terminal se resume à uma rua onde os ônibus disputam com carros, moto-taxis e pessoas o direito de trafegar. Nos dias mais intensos o lugar se transforma num caos. E a qualidade do serviço tanto da única empresa de ônibus quanto do poder público é lamentável.
Em períodos de chuva os passageiros sofrem ainda mais com a falta de estrutura tendo que se refugiar nas marquizes das lojas e casas, gerando inconveniência para estes proprietários. Há alguns anos, por exemplo, uma moradora ficou indignada porque ela acabara de pintar a sua casa e um ônibus carbonizou toda a pintura ainda fresca. Um dos comércios pede aos passageiros que não sentem em frente à vitrine.
Em meados da década de 90, um terminal rodoviário foi inaugurado em Itajuípe. Mas devido a fatores logísiticos da cidade, os seguidos problemas estruturais e a incosistência da economia, a mesma foi desativada.
Uma solução inteligente seria a adequação de um novo local para embarque e desembarque. A extensão da praça Régis Pacheco seria um ótimo local devido à largura e posição estratégica. Claro, é necessário um projeto para adequação do local bem como cobertura, assentos e conveniência. O que não cabe mais é a cidade continuar com essa improvisação secular.

Nenhum comentário:
Postar um comentário