alhos & bugalhos
PESQUISA DA UESC ASSOCIA TEXTURA DO SOLO À
PRODUTIVIDADE DO CACAU
Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) identificou que a textura do solo e outros atributos físicos influenciam diretamente a produtividade das lavouras de cacau no sul da Bahia. O estudo mostra que solos equilibrados, com boa infiltração de água e menor resistência ao crescimento das raízes, favorecem o desenvolvimento dos cacaueiros e aumentam a capacidade das plantações de suportarem períodos de estiagem.
A pesquisa integra a tese
de doutorado de Bruno Henrique Crespo Porto, no Programa de Pós-Graduação em
Produção Vegetal da Uesc, sob orientação do professor José Olímpio de Souza Júnior.
O trabalho reuniu pesquisadores do Centro de Inovação do Cacau (CIC), do
Ministério da Agricultura e Pecuária, da Ceplac e da Universidade Federal de
Viçosa.
Os pesquisadores
conduziram 15 experimentos em propriedades rurais de 11 municípios da região
cacaueira baiana. Os resultados apontaram melhor desempenho em solos
argilo-arenosos e com baixos teores de silte. Já áreas com excesso de limo e
maior compactação apresentaram menor infiltração de água e restrições ao
crescimento das raízes, reduzindo a produtividade.
Segundo os autores, a
análise da textura do solo deve integrar o planejamento agrícola antes da
implantação ou renovação dos cacauais. O estudo também ressalta que solos
fisicamente adequados aumentam a resistência das lavouras aos efeitos das
mudanças climáticas, especialmente durante períodos prolongados de seca.
O artigo científico foi
publicado na Revista Brasileira de Ciência do Solo, uma das
principais publicações da área, e está disponível neste link (em
inglês).
UFSB disponibiliza sinal de TV pública em Teixeira de Freitas e região
Heleno Nazário
A Universidade Federal do Sul da Bahia
(UFSB) leva sinal de TV pública digital em Teixeira de Freitas e região. A
Empresa Brasil de Comunicação (EBC) concluiu a instalação do sistema de
transmissão no Campus Paulo Freire, ampliando o acesso da população a conteúdos
educativos, culturais e institucionais, de forma gratuita e com qualidade
digital.
Com a ativação do sistema, já estão
disponíveis na região os canais TV Brasil, Canal Gov, TV Educação, TV Saúde, TV
Câmara, TV Senado, TV ALBA e TV UFSB, atualmente em fase de implantação.
O canal da TV UFSB encontra-se em
processo de instalação e estruturação e será afiliado à TV Brasil. Nessa nova
fase de implantação do canal da Universidade estão previstas novas etapas de
expansão, que inclui a implantação de uma estação de transmissão no Campus de
Itabuna e de uma estação transmissora e geradora de conteúdo no Campus de Porto
Seguro.
Cacau despenca com pressão macroeconômica, avanço do
El Niño e quebra de suportes técnicos em Nova York
O mercado
internacional do cacau voltou a registrar forte volatilidade nesta
quinta-feira, pressionado por um ambiente macroeconômico mais adverso e por
movimentos técnicos que aceleraram as vendas na bolsa de Nova York. O contrato
julho encerrou o pregão com queda expressiva de US$ 204, fechando a US$ 4.189
por tonelada, após oscilar entre a máxima de US$ 4.491 e a mínima de US$ 4.094.
O movimento de
baixa ocorreu em meio a uma liquidação generalizada das commodities agrícolas,
em um cenário onde o foco global segue dividido entre tensões geopolíticas e
incertezas econômicas.
A aguardada
reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o
presidente chinês, Xi Jinping, monopolizou as atenções dos
mercados nesta semana, mas terminou sem os anúncios robustos que investidores
esperavam. Apesar do tom diplomático e das sinalizações sobre possíveis compras
chinesas de produtos agrícolas norte-americanos, o encontro trouxe poucos
elementos concretos capazes de alterar significativamente a dinâmica dos
mercados globais.
Com isso, a
atenção dos investidores permanece concentrada no Oriente Médio, onde a
persistência das tensões continua elevando preocupações inflacionárias globais,
pressionando os rendimentos dos títulos públicos e reduzindo o apetite por
ativos mais voláteis, como commodities.
No caso
específico do cacau, a deterioração técnica agravou o movimento vendedor. A
quebra de importantes níveis de suporte desencadeou ordens automáticas de venda
e ampliou a pressão baixista. O volume negociado foi robusto, com 42.437
contratos movimentados em 17.867 negócios, enquanto o interesse em aberto
permaneceu praticamente estável em 194.065 contratos — sinalizando que o
mercado segue altamente ativo, mas ainda sem definição clara de direção
estrutural.
Apesar da
pressão negativa nos preços, um fator climático continua limitando quedas mais
profundas: o risco crescente de formação do El Niño.
O US Climate
Prediction Center elevou para 82% a probabilidade de desenvolvimento do
fenômeno até julho, um dado que volta a acender o alerta entre operadores.
Historicamente, episódios de El Niño costumam provocar irregularidade climática
em importantes regiões produtoras da África Ocidental, especialmente Costa do
Marfim e Gana, podendo comprometer chuvas, desenvolvimento das lavouras e
produtividade futura.
Esse
componente climático ajuda a explicar por que, mesmo com a realização de lucros
e pressão macroeconômica, o mercado continua sensível a qualquer sinal de risco
na oferta global.
Outro ponto de
suporte estrutural segue vindo da oferta física. Os estoques certificados
monitorados pela ICE nos portos dos Estados Unidos recuaram 19.993 sacas,
totalizando 2.639.531 sacas. Embora os volumes ainda permaneçam relativamente
confortáveis frente ao quadro crítico vivido no auge da crise de oferta, a
redução indica consumo contínuo da disponibilidade certificada.
Do lado
técnico, o RSI (Índice de Força Relativa) do contrato julho opera em 56%,
mostrando que, apesar da forte correção recente, o mercado ainda não entrou em
território considerado de sobrevenda extrema.
No câmbio, o
contrato futuro do real com vencimento em junho opera praticamente estável
nesta manhã, ao redor de R$ 5,02 por dólar. Para o mercado brasileiro, a
estabilidade cambial reduz parcialmente movimentos bruscos de repasse nos
preços domésticos, embora a direção do mercado internacional continue sendo o
principal vetor no curto prazo. Fonte:
mercadodocacau
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