alhos & bugalho
EXPOSIÇÃO SOBRE O ITAJUIPENSE ADONIAS FILHO MARCA OS 37 ANOS DA BIBLIOTECA PLÍNIO DE
ALMEIDA
A Biblioteca Plínio de Almeida, em Itabuna, promove exposição sobre o legado do escritor itajuipense, Adonias Filho, um dos principais nomes da nossa literatura. A exposição vai até o dia 31, das 9h às 17h, no Espaço Cultural Josué Brandão, no Conceição, onde funciona a biblioteca.
O evento público é comemorativo dos 37 anos de fundação da Biblioteca,
com entrada gratuita.
Adonias Filho foi consagrado com o título de imortal pela Academia
Brasileira de Letras (ABL) em 14 de janeiro de 1965, em sucessão a Álvaro
Moreyra. Tomou posse na cadeira 21 da Academia Brasileira de Letras em 28 de
abril de 1965, pelas mãos do acadêmico e amigo Jorge Amado. Foi o quinto
ocupante da cadeira 21, que tem por patrono Joaquim Serra.
Dentre as obras literárias deixadas pelo escritor estão Servos da
Morte, Corpo vivo, Léguas da Promissão, Luanda Beira Bahia
e O menino e o cedro. Para comemorar o centenário de Ilhéus, em 1981,
Adonias Filho publicou o Auto dos Ilhéus e O Largo da Palma. Em
1983 recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal
da Bahia, ano em que também publica Noite sem Madrugada.
Mulher mais
poderosa do agro da Bahia eleita pela Forbes é pesquisadora e se dedica à
valorização do cacau fino há 24 anos
Doutora em Biotecnologia, Adriana Reis
ficou em quarto lugar na lista da Forbes e tem trajetória ligada à ciência
Doutora
em Biotecnologia e Biotecnologia de Microrganismos, a pesquisadora Adriana Reis
se dedica à cultura e valorização do cacau há mais de duas décadas. Gerente de
Educação e Inteligência do Centro de Inovação do Cacau (CIC), que faz parte do
Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul), a cientista foi a
baiana melhor colocada entre as 100 mulheres mais poderosas do agronegócio
brasileiro.
O
ranking foi divulgado pela revista no último dia 15, como parte das celebrações
do Dia Internacional da Mulher Rural. De acordo com a Forbes, a escolha levou
em conta poder, impacto e influência no setor. "Quando o cacau fino entra
em qualquer agenda, Adriana Reis fala como quem prova a amêndoa antes de
defendê-la. E defende muito. Há anos ela percorre eventos, salas de degustação
e conversas com produtores com um recado insistente: o Brasil pode ter um dos
melhores cacaus do mundo, desde que aprenda a reconhecer o que tem nas
mãos", escreve a publicação, sobre Adriana.
A baiana ficou em quarto lugar no ranking. Ela tem experiência de pesquisa e
de formação de produtores, por meio do parque, que fica no campus da
Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). No CIC, ela promove
capacitações que incluem áreas como análise sensorial, classificação de
amêndoas e produção de chocolates Bean to Bar, combinando conhecimentos
científicos e atividades práticas. Um dos cursos ministrados por ela é o de
análise sensorial voltado ao reconhecimento da
qualidade
do
cacau, no qual são abordados fatores como genética, origem, processamento e
desenvolvimento de aromas e sabores.
Natural de Ilhéus, Adriana comemorou em suas redes sociais. "Eu sou
filha de Ilhéus da Terra do Cacau e há mais de 24 anos venho caminhando lado a
lado com os produtores, compartilhando ciência e inovação, e os empoderando. Eu
sei exatamente o quanto de amor existe em cada lote produzido por eles. E em
cada barra de chocolate elaborada", escreveu, no Instagram.
Para ele, o reconhecimento agora mostra o trabalho, a
dedicação
, o respeito e
o amor que tem pelo cacau do Brasil, além da jornada profissional.
"Receber esta homenagem ao lado de mulheres incríveis que estão nesta
lista me emociona, e torna tudo ainda mais especial. Quando uma de nós é
reconhecida, abrimos caminho para todas as outras", completou.
O top 10 conta ainda com outra baiana - Alessandra Zanotto Costa, da
Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), em quinto lugar. Ao todo,
entre as 100 escolhidas, há oito baianas ou radicadas na Bahia. Do.: correio24horas
ONU APONTA FALTA DE ISENÇÃO DA META NA ELEIÇÃO
BRASILEIRA
Especialistas das Organizações das Nações Unidas (ONU) assinaram uma carta em que apontam restrições à liberdade de expressão em plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp, todas da empresa Meta, nas eleições brasileiras em 2026.
Eles disseram que os observadores internacionais que participaram das
eleições detectaram tratamento desigual das plataformas em relação aos
conteúdos das campanhas, apontando que as contas ligadas a um dos candidatos
foi prejudicada.
Entre os episódios registrados estão interrupções temporárias de contas
de campanha e engajamento e alcance de publicações políticas de um dos
candidatos severamente menor.
Eles também citaram que milhares de contas e perfis de influenciadores,
jornalistas e criadores de conteúdo foram suspensos, quase todos do mesmo lado
político.
NETLAB
Um carta do NetLab também questiona a derrubada de um perfil do
candidato Luiz Inácio Lula da Silva sob a alegação de controle contra notícias
falsas ligadas à políticas públicas pela Meta, enquanto a empresa mantém perfis
com publicações com fake news.
O documento também diz que o laboratório identificou falhas da empresa
de tecnologia, que teria permitido “propaganda eleitoral paga no exterior e
vendido e veiculado durante o resguardo eleitoral”.
O NetLab é um laboratório de pesquisas sobre internet e redes sociais
ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
CASO
DO WHATSAPP
Na semana passada, a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) depois
que usuários do WhatsApp relataram que a inteligência artificial do aplicativo
se recusava a produzir imagens com a palavra “Lula” e o número “13”, mas
produzia conteúdo normalmente com a palavra “Flávio” e o número ”22”.
Os advogados da campanha afirmaram que a Meta praticou “seletividade
algorítmica” para beneficiar Flávio Bolsonaro, candidato do PL.
OUTRO
LADO
Sobre a nota da ONU, a Meta respondeu que as pessoas podem se expressar
livremente em seus aplicativos, sem tratamento preferencial a qualquer
posicionamento político. “Incidentes técnicos podem ocorrer em uma plataforma
da nossa escala, mas não representam direcionamento político. Cumprimos a
legislação eleitoral brasileira e agimos rapidamente para corrigir erros quando
identificados, garantindo condições de igualdade para todos que utilizam nossos
serviços”, disse a empresa
Em relação à nota do NetLab, respondeu que não permite conteúdos que
explorem programas públicos para fraudar pessoas, removendo-os sempre que
identificados. Com Agência Brasil.
Uma minuta de
resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que canais de WhatsApp com
teor político e mais de 200 mil seguidores sejam desativados nas 48 horas
anteriores e 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição, marcado para o
próximo domingo (25).
Caso aprovada pelo plenário do TSE, a medida entraria em vigor de
imediato, conforme o
texto da minuta obtida pela Agência Brasil.
TSE estuda desativar canais políticos no WhatsApp 48h antes da
eleição
A minuta com a proposta passou a circular entre os ministros do TSE após o tema ser debatido em reuniões informais realizadas na sexta-feira (16) e na terça-feira (20). O texto foi redigido pelo ministro André Mendonça, vice-presidente da Corte Eleitoral.
Em nota à imprensa, o gabinete de
Mendonça informou não se tratar de uma iniciativa pessoal do ministro, mas que
coube a ele a autoria da minuta por ser tradição que as normas eleitorais sejam
redigidas pelo vice-presidente do TSE.
“O objetivo discutido é proteger a
integridade do pleito nas horas que antecedem e sucedem a votação, quando não
há tempo hábil para resposta ou correção de conteúdos ilícitos”, diz a nota do
gabinete de Mendonça.
A nota acrescenta ainda que o texto
foi redigido a partir de um consenso interno, e que “os critérios em análise
são objetivos e impessoais e valem igualmente para todos os canais de natureza
político-eleitoral de grande alcance, qualquer que seja o candidato, o partido
ou a orientação política”.
Caso seja aprovada, a iniciativa deve atingir o canal “Exército do
Lula”, que atingiu nesta quarta (21) a marca de 7 milhões de inscritos no
aplicativo de mensagens WhatsApp. Também seria desativado o canal “Tropa do
Flávio”, que possui 2 milhões de inscritos.
Proposta
O texto da minuta aplica aos canais
de transmissão de natureza político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores as
mesmas restrições que já vigoram sobre o conteúdo impulsionado de campanha,
aquele cujo alcance é potencializado mediante pagamento às plataformas.
O texto também considera haver
“alcance desproporcional de canais com grande audiência na difusão de conteúdos
ilícitos”.
Em outro trecho, a proposta diz
ainda que “o período compreendido entre as 48 (quarenta e oito) horas antes e
as 24 (vinte e quatro) horas depois da eleição concentra o maior risco de dano
irreversível à formação livre da vontade do eleitorado, por não haver tempo
hábil para resposta, esclarecimento ou tutela jurisdicional efetiva”.
Controvérsia
A proposta surge após uma disputa
de liminares em torno do canal “Exército do Lula”. Na semana passada, o canal foi retirado do ar pelo ministro Kássio Nunes
Marques, presidente do TSE, após pedido da campanha do
presidenciável Flávio Bolsonaro, que alegou disseminação de
desinformação.
Logo em seguida, porém, o corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, ministro
Ricardo Villas Bôas Cueva, restabeleceu o canal. Ele afirmou não
haver elementos que justificassem a medida e que Nunes Marques não poderia
ter suspendido o canal por via administrativa, como fez, uma vez que o caso já
tramitava pela via judicial em processo relatado pelo próprio corregedor.
Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal,
alegando que mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones
(Rede-MG), a ferramenta teria vínculo com a campanha oficial, e portanto
deveria estar registrado no TSE como tal.
















