segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Quem foi Adonias Filho, o esquecido 'Dostoiévski brasileiro'

Quem foi Adonias Filho, o esquecido 'Dostoiévski brasileiro'

 


Adonias Filho, ladeado por Austregésilo de Athayde e Jorge Amado

 NacionalO jornalista, crítico literário e escritor Adonias Filho (1915-1990) teve uma carreira notória em seu tempo — mas seu nome não parece ter sobrevivido a ponto de merecer espaço no cânone da literatura brasileira.

Em vida, costumava ser chamado de "Dostoiévski brasileiro", uma alusão ao russo Fiódor Dostoiévski, comumente apontado como um dos maiores romancistas da humanidade.

Críticos como Oswaldo Almeida Fischer e Cyro de Mattos não pouparam elogios a ele.

O primeiro chegou a incluir Adonias Filho entre os maiores da língua portuguesa de todos os tempos.

Já Mattos escreveu que a obra dele era "uma das perpendiculares de nossa literatura".

 

Segundo o linguista Vicente de Paula da Silva Martins, professor na Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), Adonias Filho é frequentemente comparado a Dostoiévski "principalmente pela intensidade com que trata dilemas morais e existenciais".

Assim como seu homólogo russo, ele "mergulha nas contradições psicológicas dos personagens, explorando o conflito entre moralidade e a necessidade de sobrevivência", destaca.

Essa comparação faz mais sentido ao pensar nos livros Servos da Morte Memórias de Lázaro, por exemplo. Mas não compreende toda a produção de Adonias Filho.

 

Martins faz a ressalva: o escritor baiano parte de uma ancoragem profunda, lastreada sobretudo nas realidades do nordeste brasileiro, em vez de abordar de forma preponderante as questões filosóficas universais, como fazia Dostoiévski.

"Enquanto o escritor russo foca nas tensões espirituais do homem diante de Deus e do pecado, Adonias Filho aborda problemas sociais e políticos do Brasil, como o cangaço e a seca, elementos centrais da literatura nordestina", pontua o professor.

"Seu trabalho reflete não apenas uma busca pessoal por sentido, mas também um confronto com as estruturas opressivas de uma sociedade desigual. Dessa forma, embora existam semelhanças psicológicas, a comparação não captura toda a singularidade de sua obra."

Trajetória literária e pensamento político

Nascido na Bahia em 27 de novembro de 1915, Adonias Aguiar Filho publicou dezenas de livros — alguns deles traduzidos para idiomas como inglês, alemão, espanhol, francês, japonês e até eslovaco.

Ele integrou a Academia Brasileira de Letras (ABL), ganhou prêmios literários importantes e foi amigos de gigantes das literaturas como o também baiano Jorge Amado, a cearense Rachel de Queiroz e o colombiano Gabriel García Márquez.

Politicamente, integrou a Ação Integralista Brasileira (AIB) — movimento ultranacionalista e tradicionalista católico, de inspiração fascista, fundado pelo escritor e jornalista Plínio Salgado.

Adonias Filho não tinha nem 20 anos quando escreveu seu primeiro romance, que se chamava Cachaça, mas ele destruiu o texto. Seu primeiro livro, o ensaio O Renascimento do Homem, sairia em 1937 — e era baseado na doutrina integralista.

Já o primeiro romance dele publicado foi Os Servos da Morte, de 1946.

A essa altura, Adonias Filho já tinha uma atuação conhecida como crítico literário, colaborando com os Diários Associados, O Estado de S. Paulo, e Folha da Manhã, entre outros.

Também trabalhava como tradutor, vertendo para o português obras de autores como George Sand — pseudônimo de Amandine Aurore Lucile — e Jacob Wassermann.

Para a crítica, suas grandes obras foram Memórias de Lázaro, de 1952, Jornal de Um Escritor, de 1954, e As Velhas, de 1975. Este último ganhou o Prêmio Jabuti, mais tradicional honraria da literatura brasileira.

Analistas de seu trabalho percebem nele influências de nomes como James Joyce, Honoré de Bazac, Albert Camus, entre outros, além do já citado Dostoiévski.

A originalidade de seu texto é atribuída ao estilo conciso e sincopado. Poética, sua prosa é repleta de metáforas e alegorias.

"Os pontos fortes da literatura de Adonias Filho podem ser atribuídos, de maneira significativa, à sua habilidade de combinar uma crítica social incisiva com uma exploração psicológica e emocional profunda de seus personagens", analisa Martins.

"Sua obra transcende o simples retrato da miséria nordestina, ao transformar a seca e os dramas humanos em elementos que reverberam não apenas nas questões sociais, mas também na complexidade das relações interpessoais e familiares", acrescenta.

"Ao contrário de muitos autores contemporâneos, que abordavam a seca de maneira quase documental, Adonias Filho foi capaz de humanizar suas personagens, demonstrando com sutileza o impacto psicológico e moral das dificuldades enfrentadas por essas pessoas."

da Família do escritor, em domínio público /

Seu perfil oficial registrado pela ABL ressalta que ele fez parte do grupo de escritores rotulados como "terceira fase do Modernismo", os que "se inclinaram para um retorno a certas disciplinas formais, preocupados em realizar a sua obra, por um lado, mediante uma redução à pesquisa forma e de linguagem e, por outro, em ampliar sua significação do regional para o universal".

O texto lembra das origens do escritor, na zona cacaueira da região de Ilhéus, para enfatizar que ele "retirou desse ambiente o material para a sua obra de ficção"

"Desenvolveu recursos altamente originais e requintados, adaptados à violência interior de seus personagens. É o criador de um mundo trágico e bárbaro, varrido pela violência e mistério e por um sopro de poesia. Seus romances e novelas serão sempre a expressão de um dos escritores mais representativos e fascinantes da ficção brasileira contemporânea", define a ABL.

Apoio ao golpe de 64

Seu pensamento de raízes integralistas permaneceria conservador por toda a vida. Apoiou o golpe militar que instituiu a ditadura no Brasil em 1964 e chegou a ser cogitado para ter um cargo no governo do então estado da Guanabara.

Era amigo pessoal do general Golbery do Couto e Silva (1911-1987), o criador do Serviço Nacional de Informações (SNI), o principal órgão de espionagem da repressão.

De 1961 a 1971, Adonias Filho dirigiu a Biblioteca Nacional.

Durante o regime ditatorial, foi agraciado com a Ordem do Mérito Militar, honraria concedida pela presidência da República. E em 1966 assumiu a vice-presidência da Associação Brasileira de Imprensa — organismo que ele presidiria entre 1972 e 1974.

De 1977 até sua morte, em 1990, comandou o Conselho Federal de Cultura.

Para Martins, seu envolvimento com o conservadorismo político pode ter influenciado tanto sua trajetória literária quanto sua recepção crítica.

"O integralismo, com suas raízes fascistas e nacionalistas, foi visto com desconfiança após o golpe de 1964, e sua associação a esse movimento pode ter ofuscado seu talento literário, marginalizando-o em alguns setores da crítica", pontua.

Contudo, na avaliação do professor, a reação política de Adonias não deveria obscurecer a importância de sua obra.

"Adonias Filho tinha uma visão aguçada da literatura e da sociedade brasileira, e sua crítica ao 'romance nordestino' e contribuição ao estudo do romance de 30 foram essenciais para a narrativa literária brasileira. Sua produção não pode ser reduzida apenas a suas escolhas políticas, pois sua reflexão literária e social continua sendo valiosa", argumenta Martins.

"Embora sua afiliação ao integralismo tenha gerado obstáculos, sua obra ainda carrega um valor significativo na história da literatura brasileira."

Professor de literatura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e autor do livro A Ideologia Modernista: A Semana de 22 e Sua Consagração, o escritor e crítico literário Luís Augusto Fischer concorda que a política tem um peso na visão que se tem sobre a obra de Adonias Filho.

"O fato de ele ter apoiado o golpe de 64 e integrar órgãos federais era conhecido e, de alguma forma, circulava entre os alunos de Letras, na minha geração", comenta, referindo-se a quem cursou a graduação nos anos 1970.

"Isso, por certo, era um estigma. Um embaraço para apreciar sua literatura."

O crítico e ensaísta André Seffrin também reflete sobre o peso das escolhas políticas de Adonias para a posteridade de sua literatura.

"O fato de Adonias se colocar como um autor, se assim podemos dizer, um tanto à direita, pode ter colaborado, sim. Mas isto é apenas um fator."

Ele menciona outros "romancistas importantes" que também eram rotulados sob esse espectro político, como Octavio de Faria (1908-1980) e Lúcio Cardoso (1912-1968).

"Mas o fato de ser de esquerda ou de direita não é determinante, uma vez que Nelson Rodrigues [(1912-1980)] aí está, cada vez mais canônico", ressalta.

Fora do cânone

Na opinião do escritor, tradutor e conselheiro editorial Rodrigo Bravo, o esquecimento de certos autores "é parte da própria lógica histórica da leitura".

"A recepção literária é um campo de forças que envolve disputa de valores, horizontes estéticos, posições de classe, sistemas educativos e, sobretudo, a mutabilidade da sensibilidade humana", afirma Bravo, que é professor na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

"Existem autores que expressaram de modo intenso a temperatura afetiva de seu momento, mas cuja linguagem não se sustenta fora desse microclima. Outros dependem de formas sociais que não existem mais, e a perda desse horizonte desfaz o impacto inicial."

Bravo argumenta ainda que a literatura também sofre do que podemos chamar de "economia da atenção cultural". Nesse sentido, só alguns textos conseguem reter transmissibilidade quando seus códigos de referência se desgastam.

"E há ainda o ruído produzido pelos próprios mecanismos editoriais, pelas modas acadêmicas e pela voracidade do mercado que eleva e depõe nomes com a mesma velocidade com que consome tendências", acrescenta.

Para o professor Fischer, a dinâmica do esquecimento de autores que gozaram de prestígio tem a ver com diversos motivos: o mundo editorial, em que novidades desalojam os títulos de autores já existentes; o envelhecimento da obra e do autor em si — tanto pela linguagem que pode passar a ser vista como "velha ou inadequada" quanto por contarem histórias agora vistas como irrelevantes— ; e a mudança do público leitor, em termos sociológicos, que passa a buscar autores "que dão a ver a experiência social e cultural semelhante" a eles.

"Difícil avaliar os possíveis motivos do esquecimento de um escritor tão importante como Adonias", diz Seffrin, ressaltando o peso de um romance como Corpo Vivo, publicado em 1962.

"Costumo dizer que há muito autor bom esquecido, até entre os atuais. Talvez o futuro reserve melhor sorte para alguns desses nomes, o que quer dizer, reserve melhor sorte para os leitores, que existem, da melhor literatura brasileira, em grande parte escondida nos sebos."

Adonias Filho não é o único autor brasileiro importante de sua época que hoje está fora do cânone, lamenta Seffrin.

"Cânones, todos sabemos, são flutuantes. Nos anos 60, era relativamente fácil colocar a obra de Adonias dentro de um provável cânone."

Fato é que toda a notoriedade conquistada por Adonias Filho em vida não garantiu a ele um lugar no chamado cânone da literatura nacional.

Para o escritor e professor universitário Miguel Sanches Neto, reitor na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), tal fenômeno é comum.

"O cânone é formado pelo consenso das gerações. Há escritores que são extremamente cultuados por uma, duas gerações, mas que não conseguem transcender a geração que os criou ou a geração que os descobriu. Então ele desaparece", explica.

De acordo com Sanches Neto, 99,9% do que a gente entende como literatura contemporânea hoje, não vai permanecer reconhecida nas gerações seguintes.

Segundo o professor Emerson Rossetti, doutor em estudos literários pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), há um conjunto de fatores que determinam a condição de uma obra literária como cânone.

"Questões de natureza estética e estrutural, inovações relativas às produções em cena até aquela época, importância histórica, mas, principalmente, uma aceitação quase consensual por parte de intelectuais e acadêmicos sobre a relevância do escritor para a cultura", afirma.

"Penso que também a atemporalidade e a universalidade são aspectos determinantes, pois é primordial que um texto continue a fazer sentido noutros lugares e épocas", completa.

O marketing do resgate

Para Rossetti — e ele comenta isso refletindo sobre a história de Adonias Filho — mais complexa do que a tarefa de determinar as razões que estabelecem o cânone, "é explicar por que determinados autores outrora prestigiados acabam sendo lançados ao esquecimento".

Um fator que para ele faz a diferença é se o escritor é ou não estudado nos meios acadêmicos.

Segundo sua visão, este movimento acaba incentivando mais pesquisas, debates, publicações — e provocando, direta ou indiretamente, que o escritor seja lido por alunos, deixando a obra em circulação.

"Porém é possível que a própria academia revitalize aqueles que foram esquecidos, discutindo, inclusive, os motivos que levaram a esse período de anonimato", pondera ele.

"Como já disse, os trabalhos e suas consequências têm o poder de reavivar nomes e obras que não poderiam estar escondidos."

O professor Fischer pontua que resgates de nomes "esquecidos" costumam ser motivados por "demandas do presente".

Ele cita como exemplos as obras de Carolina Maria de Jesus e de Maria Firmina dos Reis, que estão em evidência por conta dos fatores de raça e gênero.

"Outro fator é a hipótese de esse autor antigo ingressar num circuito de leitura impositiva, como as listas de livros de vestibulares", comenta ele.

"E não se pode descartar outro fator ainda: uma campanha editorial que demonstre para os potenciais leitores a relevância do escritor antigo nos tempos de agora."

 

Adonias Filho, faleceu em 1990, em sua propriedade do Distrito de Inema, Ilhéus-Bahia, a sombra da Serra da Temerosa, e foi sepultado no Mausoléu da Academia Brasileira de Letras (ABI), no Rio de Janeiro.

Fonte: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly1p9kk7yjo

domingo, 8 de fevereiro de 2026

“O nosso país é soberano”, diz Lula nos 46 anos do PT

alhos & bugalhos

“O nosso país é soberano”, diz Lula nos 46 anos do PT


O Partido dos Trabalhadores da Bahia realizou uma grande festa, neste sábado (7), em celebração aos 46 anos da legenda, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O encontro aconteceu no Trapiche Barnabé e reuniu toda a militância do partido, dirigentes de todo o país, parlamentares e as principais lideranças da legenda, se encerrando com um show do Cortejo Afro.

Em seu discurso, Lula reforçou o compromisso com a democracia que acompanha a história do partido desde sua fundação. “O nosso país é um país soberano. A gente quer trabalhar com todo mundo, mas a gente não quer dono, não quer voltar a ser colonizado. Nosso país é solidário ao povo cubano, que é vítima de um massacre de especulação dos Estados Unidos contra eles. E nós temos que encontrar, enquanto partido, um jeito de ajudar”, afirmou.

Além do presidente, lideranças participaram do ato político e cultural, como o governador da Bahia Jerônimo Rodrigues, o senador Jaques Wagner, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o Ministro da Casa Civil Rui Costa, a Ministra da Cultura Margareth Menezes, o Ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social Sidônio Palmeira, o presidente do PT Edinho Silva e o presidente estadual do PT Bahia Tássio Brito.

O presidente do partido, Edinho Silva, exaltou a capacidade de diálogo do PT com todos os partidos que “ajudam a construir o Brasil e um governo simbólico para a América Latina e para o mundo”; e elogiou o trabalho feito pelo governador da Bahia. “Nestes dias em que estive na Bahia, tive a oportunidade de conhecer projetos do governo do estado e dizer a Jerônimo: você é motivo de orgulho para o nosso partido, você nos honra enquanto governador do PT por tudo que tem feito de transformação na vida de todos os baianos, dando continuidade aos legados que nossos companheiros Rui Costa e Jaques Wagner construíram em solo baiano”.

Tássio Brito, presidente estadual da legenda na Bahia, destacou as conquistas históricas do projeto político do PT ao longo de sua história. “É uma alegria muito grande pro PT da Bahia receber companheiros de todo o Brasil para celebrar os 46 anos dessa construção coletiva, simbolizada na pessoa que é a maior liderança política já produzida pela classe trabalhadora, que é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senhor é o nosso condutor em todos os momentos desde a fundação. Foi o senhor o responsável por entrar no governo em 2003 e mudar a realidade do Brasil, da Bahia e do Nordeste”.

TJBA abre novo concurso com mais de 830 vagas para Juiz

 

Tribunal de Justiça da Bahia abre seleção para novos Juízes em diversas cidades do estado

Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) divulgou, nesta terça-feira, 3, a abertura de um novo concurso público para preencher até 831 vagas para o cargo de Juiz Leigo para atuação nos Juizados Especiais do Poder Judiciário do estado.

Para participar da seleção e tentar o cargo, o candidato precisa ter graduação em Direito (bacharelado), inscrição ativa na OAB e ainda 2 anos de exercício da advocacia a serem comprovados mediante a inscrição da OAB.

Remuneração

O valor da remuneração dos Juízes Leigos será de até R$ 11.135,67 para uma jornada de trabalho limitada a 30 horas semanais em turno definido pela unidade de atuação.

Inscrições

As inscrições na seleção poderão ser realizadas a partir das 8h do dia 23 de fevereiro até as 18h do dia 26 de março, pela internet, por meio do site oficial da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Será cobrada uma taxa de participação no valor de R$ 120, com isenção para inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

Quadro de vagas para o cargo de Juíz Leigo 

Ampla concorrência: 540;

·         Candidatos com deficiência: 42;

·         Candidatos negros: 249;

·         Total: 831.

Saiba como consultar se tem direito ao abono salarial PIS/Pasep 2026

 


Agência Brasil - Já está liberada, desde a última quinta-feira (5), a consulta ao pagamento do Abono Salarial PIS-Pasep 2026. Para saber se tem direito, o trabalhador deve acessar o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital ou o portal Gov.br

O pagamento é referente ao ano-base 2024. Serão contemplados 1,8 milhão de trabalhadores da iniciativa privada com inscrição no Programa de Integração Social (PIS), pagos pela Caixa Econômica Federal, em um total de R$ 2,29 bilhões. 

Outros 217,2 mil servidores públicos, com inscrição no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), receberão pelo Banco do Brasil, somando R$ 301,9 milhões. 

Como consultar a Carteira de Trabalho Digital? 

- Baixe o aplicativo no celular; 

- Verifique se está atualizado; 

- Faça o login com a senha do Gov.br;

- No menu, acesse “Benefícios” e “Abono Salarial”.

O Ministério do Trabalho disponibiliza ainda um passo a passo para acessar o serviço, confira clicando aqui

Pagamentos 

Nas plataformas, é possível verificar informações como o valor do benefício, banco responsável pelo pagamento e a data específica do depósito. No total, os pagamentos somam R$ 32,3 bilhões e são distribuídos de acordo com o mês de nascimento do beneficiário. 

O valor corresponde ao valor atual do salário mínimo dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados no ano-base. Neste ano, o Abono Salarial varia de R$ 136 a R$ 1.621. 

O primeiro lote de pagamento será liberado no dia 16 de fevereiro - no valor de R$ 2,5 bilhões - para trabalhadores nascidos em janeiro. Os valores ficarão disponíveis aos beneficiários até o fim do calendário em 30 de dezembro. 

Quem têm direito ao Abono Salarial em 2026? 

- estar cadastrado no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos, contados da data do primeiro vínculo; 

- ter recebido, de empregadores que contribuem para os programas, até R$ 2.766 de remuneração média mensal no período trabalhado; 

- ter exercido atividade remunerada por, no mínimo, 30 dias no ano-base, dias consecutivos ou não; 

- ter os dados do ano-base informados corretamente pelo empregador no eSocial. 

Dúvidas 

Em caso de dúvidas, o trabalhador pode procurar os canais de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, as unidades das superintendências regionais do Trabalho ou a central Alô Trabalho, pelo telefone 158. 

Sessão da 2ª Câmara do TCM é antecipada para terça-feira (10/02)  


O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) comunica aos dirigentes dos órgãos jurisdicionados, aos seus representantes e ao público em geral, que não serão realizadas sessões de suas Câmaras julgadoras, na próxima quarta-feira (11/02). Isto em razão das mudanças na rotina e no trânsito da cidade em função da proximidade dos festejos do Carnaval. A sessão da 2ª Câmara julgadora, prevista para a data, será antecipada para a tarde de terça-feira (10/02), com a pauta de processos previamente divulgada. Já a 1ª Câmara voltará a se reunir para julgamentos, na quarta-feira (25/02), da semana após o Carnaval, quando o expediente e os trabalhos no TCM voltam à rotina. REDES SOCIAIS:

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Persona do Dia


Dia De


Santo do Dia


Pensamento do Dia


Casos e Causos

A confissão

 


Quem conta é Cláudio Leal, neto do ex-deputado Luiz Leal, que ficou amigo de Sebastião Nery, o jornalista que virou papa do folclore político, porque ele era colega do avô quando os dois foram cassados pela ditadura militar que se instalou em 1964.

E Nery lhe contou uma de Dom Avelar Brandão Vilela (foto), arcebispo primaz do Brasil, com ACM. Iam os dois viajando num avião, um teco-teco, de repente uma forte turbulência, Dom Avelar com cara de assustado perguntou a ACM:

— O que está havendo?

— Eu acho que estamos a caminho de ver Jesus.

E Dom Avelar.

— Não me fale uma merda dessa!

Nery contou o caso nos jornais, Dom Avelar virou uma arara. Quando o encontrou, foi de dedo em riste impondo o cardeal ante o ex-seminarista:

— Ajoelhe-se!

Ajoelhou-se. E Dom Avelar:

— Você vai me dizer agora em confissão quem foi que lhe contou a história do avião?

— Ah, Dom Avelar. No avião só tinha o senhor, ACM e o piloto, né?

Charge do Dia


Priskas Eras


Relógio de São Pedro - Salvador antiga

Publicação simultânea: 
correioitajuipense.blogspot.com – academiaalcooldeitajuipe.blogspot.com e correioitajuipensedenoticias.blogspot.com (Tribuna do Almada é notícias). “Vou Afiar a Agulha e Bater o Martelo! Ponto

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