alhos & bugalhos
Prefeito sanciona lei que dobra verba de gabinete na Câmara de Ilhéus
Novo teto para assessores
pode chegar a R$ 34,6 mil mensais
O prefeito de Ilhéus, Valderico Júnior (UB)
sancionou a lei, aprovada pela Câmara Municipal, que autoriza o Legislativo a
ampliar significativamente os gastos com cargos de confiança.
A nova legislação, publicada no Diário Oficial
do Município, permite que cada gabinete parlamentar dobre o investimento mensal
com assessoria e aumente em 50% o número de funcionários contratados.
Tudo sobre Bahia em
primeira mão!
Pelas normas que vigiam anteriormente, cada um dos 21
vereadores dispunha de R$ 17.300 mensais para custear a equipe — valor
equivalente ao próprio subsídio bruto do parlamentar.
Com a sanção da nova norma, o teto de despesas passa a ser flexível, variando entre 150% e 200% da remuneração do vereador. Na prática, o limite saltou para R$ 25.950 ou R$ 34.600, a depender da composição do gabinete.
Impacto orçamentário
Além do reajuste financeiro, a
lei ampliou o limite de pessoal: agora, cada parlamentar pode nomear até 15
assessores, cinco a mais do que o permitido anteriormente.
No cenário de ocupação máxima (200% do teto), o impacto financeiro para os cofres públicos é expressivo.
- Mensal: O gasto total com os 21 gabinetes pode atingir R$ 726,6 mil.
- Anual: A projeção de despesa chega a R$ 8,7 milhões.
A estrutura do Legislativo ilheense vai poder abrigar até 315 pessoas em cargos de livre nomeação.
A nova regra já está em vigor e deve balizar a organização administrativa da Casa para a atual legislatura.
CAPACITAÇÕES TÉCNICAS DA BIOFÁBRICA DA BAHIA AUXILIAM PRODUTORES DE
CACAU A MELHORAR SUA PRODUTIVIDADE
A
cacauicultura, uma das principais atividades econômicas do sul da Bahia, está
passando por uma grave crise devido à baixa do preço do cacau no mercado
internacional. A arroba do cacau, que chegou a ser comercializada a R$ 1 mil no
ano passado, atualmente é vendida por cerca de R$ 200, gerando preocupação e
prejuízos para a cadeia produtiva. Assim, os produtores rurais da região estão
sofrendo com a desvalorização do produto, que está relacionada ao deságio
praticado pela indústria após a importação de amêndoas da Costa do Marfim.
Diante desse
cenário, as capacitações técnicas oferecidas pelo Instituto Biofábrica da Bahia
se tornam fundamentais para ajudar os cacauicultores a melhorar sua
produtividade e reduzir os custos de produção. A Biofábrica, que atua com
tecnologias e práticas agrícolas sustentáveis e tem 25 anos de experiência e
credibilidade, lançou no ano passado uma série de capacitações sobre a produção
de mudas de alto valor agronômico, que impacta diretamente na produtividade do
agricultor.
Apesar da crise atual, especialistas acreditam que, com o apoio das capacitações técnicas, é possível melhorar a competitividade da cacauicultura baiana, trazendo respostas rápidas, promovendo equilíbrio na renda dos produtores e sustentabilidade para a produção cacaueira no estado. Os agricultores interessados podem acompanhar as datas disponibilizadas para Capacitações através do Instagram oficial da Biofábrica, @biofabricadabahia e realizar as suas inscrições.
Após pressão, Dias Toffoli deixa
relatoria do caso Master no STF
Decisão ocorre na esteira dos avanços da
investigação da Polícia Federal sobre o caso
O ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF) pediu, nesta quinta-feira, 12, para deixar a relatoria das investigações que apuram irregularidades no Banco Master.
A decisão, após reunião dos ministros da Corte, ocorre na esteira dos avanços da investigação da Polícia Federal sobre o caso.
Em nota, os ministros dizem que reconhecem a plena validade dos atos praticados por Dias Toffoli na relatoria do caso e de todos os processos a ela vinculados. O comunicado reforça o apoio ao colega e também afasta a hipótese de suspeição do caso.
“Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli, respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos formulados pela PF e PGR”, afirmam na nota.
Nesta quinta, o ministro admitiu que integra o quadro societário da empresa Marindt, mas que a administração é feita por parentes. A empresa integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, no Paraná, e é investigada por suspeitas de irregularidades.
Veja a nota na íntegra:
Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de
fevereiro de 2026, considerando o contido no processo de número 244 AS,
declaram não ser caso de cabimento para a arguição de suspeição, em virtude do
disposto no art. 107 do Código de Processo Penal e no art. 280 do Regimento
Interno do STF.
Reconhecem, assim, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli na relatoria da Reclamação n. 88.121 e de todos os processos a ela vinculados por dependência.
Expressam, neste ato, apoio pessoal ao Exmo. Min. Dias Toffoli,
respeitando a dignidade de Sua Excelência, bem como a inexistência de suspeição
ou de impedimento. Anote-se que Sua Excelência atendeu a todos os pedidos
formulados pela PF e PGR.
Registram, ainda, que a pedido do Ministro Dias Toffoli, levando
em conta a sua faculdade de submeter à Presidência do Tribunal questões para o
bom andamento dos processos (RISTF, art. 21, III) e considerados os altos
interesses institucionais, a Presidência do Supremo Tribunal Federal, ouvidos
todos os Ministros, acolhe comunicação de Sua Excelência quanto ao envio dos
feitos respectivos sob a sua Relatoria para que a Presidência promova a livre
redistribuição.
A Presidência adotará as providências processuais necessárias, para a extinção
da AS e para remessa dos autos ao novo Relator.
Assinam:
Luiz Edson Fachin, Presidente, Alexandre de Moraes, Vice-Presidente, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Luiz Fux, André Mendonça,
Nunes Marques, Cristiano Zanin e
Flávio Dino
Tem conta vencida há mais de 90 dias? Sua luz não pode ser cortada
O medo de ter a energia elétrica suspensa por falta de pagamento ainda é uma das maiores angústias dos consumidores. O que pouca gente sabe é que existe uma regra que impõe limites claros às distribuidoras — e ela pode mudar completamente a forma como dívidas antigas são tratadas.
Pelas normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), contas vencidas há mais de 90 dias não podem motivar o corte do fornecimento.
O que diz a regra dos 90 dias
A
determinação está prevista na Resolução Normativa nº 414/2010 da ANEEL, que
estabelece direitos e deveres tanto dos consumidores quanto das
concessionárias.
De acordo com o texto, a suspensão do serviço só é permitida em caso de
inadimplência recente. Ou seja, o débito precisa ser atual. Mesmo assim, a
empresa deve cumprir exigências formais antes de interromper o fornecimento.
As
dívidas antigas continuam existindo e podem ser cobradas, mas por meios
adequados — não por meio da interrupção de um serviço considerado essencial.
Aviso prévio é obrigatório
Além do limite de 90 dias, a distribuidora precisa comunicar o consumidor com
antecedência mínima de 15 dias. A notificação deve ocorrer na própria fatura ou
por outro canal que permita comprovação.
Sem esse aviso
formal, o corte é considerado irregular.
A própria ANEEL reforça que a energia elétrica é um serviço indispensável à dignidade humana, o que exige critérios rigorosos para qualquer suspensão.
Entendimento do STJ reforça proteção
O Superior
Tribunal de Justiça (STJ) já consolidou o entendimento de que o corte não pode
ser utilizado como forma de pressionar o pagamento de débitos antigos.
Quando isso
ocorre, há violação ao Código de Defesa do Consumidor (CDC). Nesses casos, a
empresa deve recorrer a instrumentos legais de cobrança, como parcelamentos ou
ações judiciais.
O que fazer se o corte for indevido
Se
o fornecimento for suspenso de maneira irregular, a orientação é registrar
reclamação imediata junto à concessionária e também à ANEEL, pelo telefone 167
ou pelo site oficial da agência.
e procurar o Procon do seu estado ou ingressar com ação
judicial.
Atualizações
recentes da agência reguladora mantêm o entendimento dos 90 dias, reforçando
que a cobrança deve respeitar o equilíbrio entre o direito da empresa e a
proteção do consumidor.
Banco
leva calote bilionário de R$ 3,6 bi de uma única empresa
A inadimplência acima de 90 dias alcançou
5,17%, e foi especificamente devido uma empresa do segmento Atacado
O Banco do Brasil (BB) informou em seu balanço do quarto trimestre de
2025, nesta quarta-feira, 11, que sofreu um calote de R$ 3,6 bilhões de
uma única empresa, o que afetou o quadro de inadimplência da
instituição financeira.
De acordo com a instituição, a inadimplência acima
de 90 dias alcançou 5,17%, e foi especificamente na
carteira de TVM por uma empresa do segmento Atacado. O Banco do Brasil, entretanto,
não informou qual foi a entidade.
Cacau atinge menor nível em dois anos e meio sob pressão técnica e retração da demanda
O mercado
internacional de cacau voltou a registrar forte deterioração de preços, com as
cotações recuando para o menor patamar dos últimos dois anos e meio. O movimento
reflete a combinação de fatores técnicos claramente desfavoráveis e o impacto
crescente das notícias de enfraquecimento da demanda global, que vêm se
traduzindo em recomposição dos estoques ao redor do mundo.
No pregão de
ontem, o contrato maio encerrou a sessão cotado a US$ 3.891 por tonelada,
acumulando uma expressiva queda diária de US$ 295. Ao longo do dia, o mercado
oscilou entre a mínima de US$ 3.863 e a máxima de US$ 4.154, evidenciando
elevada volatilidade e forte presença de ordens de venda. O número de negócios
alcançou 25.248 contratos, com volume total negociado de 64.411 contratos,
enquanto o interesse em aberto estimado avançou 814 contratos, totalizando
163.038 contratos, sinal de que novas posições vendidas seguem sendo
adicionadas ao mercado.
No campo fundamental, o aumento dos estoques reforça
o viés negativo. Os estoques certificados nos portos dos Estados Unidos,
monitorados pela Intercontinental Exchange (ICE),
registraram acréscimo de 23.947 sacas, elevando o volume total para 1.836.511
sacas. Esse crescimento confirma o ritmo mais lento de absorção da
matéria-prima pela indústria, em linha com os recentes indicadores de moagem e
consumo abaixo do esperado.
Sob a ótica
técnica, os sinais seguem amplamente deteriorados. O RSI (Índice de Força
Relativa) do cacau opera em torno de 28,5%, caracterizando uma condição de
sobrevenda. Ainda assim, analistas alertam que, em mercados fortemente
pressionados, níveis baixos de RSI podem se prolongar sem, necessariamente,
provocar uma reversão imediata dos preços.
No curto
prazo, as principais áreas de resistência para o contrato maio concentram-se
entre US$ 4.300 e US$ 4.500 por tonelada. Já os suportes técnicos mais
relevantes estão posicionados inicialmente em US$ 3.700, com um segundo nível
psicológico importante próximo de US$ 3.500, patamar que pode entrar no radar
caso a pressão vendedora persista.
No mercado cambial, o contrato futuro
do dólar com vencimento em março de 2026 (27/02/2026) opera de forma estável
nesta manhã, ao redor de R$ 5,20, sem oferecer, por ora, um fator adicional de
alívio ou pressão significativa sobre as cotações do cacau.
O
cenário atual reforça um ambiente de cautela para toda a cadeia produtiva.
Fonte:
mercadodocacau
Persona do Dia
Dia De
Santo do Dia
Pensamento do Dia
Casos e Causos
Causos do Dom:
Vaticano II: Dom Helder propõe a possibilidade da “concelebração” da Missa
Colaboração: Pe. Ivanir Antonio Rampon
No Vaticano II, Dom Helder gastou
muitas energias em prol da renovação litúrgica. Ele partiu para Roma levando a
ideia da concelebração. Na primeira Carta [Circular], escrita na madrugada de
13/14 de outubro de 1962, Dom Helder anotou que esperava uma oportunidade para
apresentar três ideias a João XXIII: uma prece pela unidade das Igrejas, uma
reunião de Bispos do mundo subdesenvolvido durante o Vaticano II e uma concelebração como fechamento do Primeiro Período Conciliar. Esses
três aspectos – ecumenismo, mundo subdesenvolvido e liturgia – serão constantes
nas Circulares Conciliares.
Em relação à concelebração, alguns
dias depois, o Dom constatou que o seu sonho da Missa concelebrada pelo Papa e
pelos Bispos do mundo inteiro “pegou de tal maneira que até tenho a impressão:
já era ideia de todos. Pelo menos todos (ou quase todos), do Ocidente e do
Oriente, estavam maduros para ela. É que o Concílio, além de trabalhar a fundo,
internamente, precisa desses gestos simbólicos”.
Dom Helder escreveu para João XXIII
sugerindo-lhe uma concelebração no final do Primeiro Período do Concílio: “A
mesma Missa celebrada pelo Papa e por todos os Padres Conciliares, consagrando
a mesma hóstia e o mesmo vinho, dando uma ideia tangível da unidade da Igreja”.
Todavia, foi na Celebração final do
Concílio, em dezembro de 1965, que o Dom muito se alegrou porque aquilo que era
um sonho agora tornava-se realidade. Visível era a “diferença entre a Missa de
abertura e a Liturgia de encerramento (…) Imaginem minha alegria ao ver o Santo
Padre [Paulo VI] sem Tiara, sem Sede Gestatória, com o Báculo de sempre (…)
Concelebração como sonhei…
Mas, então, parecia puro sonho!”.
Pe. Ivanir Antonio Rampon
Teólogo
Charge
do Dia
Priskas Eras


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