alhos & bugalhos
O
governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), reuniu o
conselho político, na noite desta sexta-feira (14) para avaliação do cenário
político, apresentação de agenda e anúncio de Adolpho Loyola como
coordenador-geral da campanha.
Loyola deve ser exonerado da pasta na
próxima semana para se dedicar à disputa. A Secretaria de Relações
Institucionais (Serin) ficará sob comando do ex-secretário e atual chefe de
gabinete, Jonival Lucas.
Estiverem presentes os demais
candidatos da chapa, Geraldo Júnior, Jaques Wagner e Rui Costa; o senador Otto
Alencar; o secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola; o coordenador
de comunicação da campanha, Bruno Monteiro; e os presidentes de partidos:
Tássio Brito (PT), Lidice (PSB), Ronaldo Carletto (Avante), Geddel Vieira Lima
(MDB), Ivanilson Gomes (PV), Geraldo Galindo (PCdoB) e Luciano Pinheiro,
vice-presidente do PDT. Do: politicosdosuldabahia
SETE
CANDIDATOS DISPUTAM O GOVERNO BAHIA EM 2026; APENAS UMA MULHER CONCORRE
As eleições no principal estado do Nordeste chegaram no prazo final de pedido de registro com sete candidaturas ao Palácio de Ondina. E assim iniciaram a campanha oficial neste domingo (16). São seis homens e apenas uma mulher na corrida, Maria Bona, do PCO. Dos seis homens, um ficará fora da corrida e da urna – saiba o porquê mais abaixo.
A corrida eleitoral apresenta situações inusitadas:
- O pequeno DC registrou dois nomes tanto para
governador como para vice-governador;
- O candidato do UP era candidato ao governo de
Sergipe há quatro anos; e
- TRE baiano já deferiu três candidaturas
OS
CONCORRENTES AO PALÁCIO DE ONDINA
MARIA
BONA
A candidatura feminina vem do Partido da Causa Operária (PCO). Maria
Bona Carrara de Sumbuy nasceu em São Paulo (SP) e tem 73 anos. Ela declarou R$
200 mil em bens ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O nome de Maria Bona ainda aguarda julgamento no Tribunal Regional
Eleitoral da Bahia (TRE-BA), conforme o sistema de divulgação de candidaturas
do TSE. O vice de Maria Bona é Zé Ricardo, 57 anos, nascido em Brumado (BA).
JERÔNIMO
RODRIGUES
Aos 61 anos, baiano de Aiquara e declarado indígena, o governador
Jerônimo Rodrigues (PT) disputará a reeleição. Ao registrar a candidatura,
informou total de 886.548,53 em bens, dos quais aproximadamente R$ 500 mil em
aplicações de renda fixa.
O professor universitário inicia a corrida eleitoral tendo como
principais cabos eleitorais, assim como em 2022, o ex-governador e ex-ministro
Rui Costa e o presidente Lula, ambos do PT. Novamente, Jerônimo terá Geraldo
Júnior (MDB) como vice.
ACM
NETO
Nascido Antônio Carlos de Magalhães Neto, herdou o gosto pela político e
o acrônimo do avô, ACM. Neto vai para a peleja em situação de empate técnico
com o candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues, conforme a Real Time Big Data.
Nascido em Salvador, tem 47 anos.
Neto declarou à Justiça Eleitoral total de R$ 84,8 milhões em bens, a
maioria aplicações e investimentos. A participação na Rede Bahia responde por
mais de R$ 9 milhões desse montante. Ele terá como vice o ex-prefeito de Jequié
Zenildo Brandão Santana, o Zé Cocá (PP).
ARIEL
CAPISTRANO, JOSÉ ESTEVÃO E A JUSTIÇA
O partido Democracia Cristã (DC) está envolto em dilema na Bahia. Após
ter sua candidatura retirada, José Estevão bateu pé e conseguiu registrá-la no
TRE. Porém, o partido apresentou outro nome para a corrida, Ariel Capistrano.
Estevão, nascido em Floresta Azul, no sul da Bahia, apresentou como sua
vice Neuzimar Camacam, que pouco tem a ver com a cidade sul-baiana. Ela nasceu
em Amargosa.
Já Ariel Capistrano foi à Justiça Eleitoral e inseriu por lá, como vice,
José Augusto. Não, este Zé não é aquele cantor famoso, mas professor, nascido
na capital baiana. A Justiça decidirá quem será o candidato a governador pelo
DC.
AROLDO
FÉLIX
Nascido em João Pessoa, na Paraíba, Aroldo Félix é o nome da Unidade
Popular (UP) na corrida ao Palácio de Ondina. O professor universitário está
com 44 anos. Há quatro anos, Aroldo disputou o governo de Sergipe.
Aroldo tem mais de R$ 857 mil em bens, formado por dois apartamentos em
Salvador e Campina Grande (PB) e uma caminhonete. Marília do MLB foi escolhida
a vice do candidato da UP.
RONALDO
MANSUR
Segundo mais novo dos concorrentes, Ronaldo Mansur (PSOL) tem 46 anos.
Boa parte dos baianos já o conhece desde o domingo passado (9), quando ele
participou do debate eleitoral promovido pela Band Bahia.
Com ensino médio completo e sem profissão informada, Mansur terá como
vice a professora Meire Reis. Ele informou possuir total de R$ 91,3 mil em bens
– o principal deles é uma casa. https://pimenta.blog.br/
Com envelhecimento da população, eleitorado jovem recua 22% em 16
anos
Cerca de 9,2 milhões de jovens entre 16 e
24 anos devem votar em 2026
da Agência
Brasil - O envelhecimento da população brasileira já
impacta o perfil do eleitorado, com diminuição de 22% dos votantes com idade
entre 16 e 24 anos, considerando o período de 2010 a 2026. O levantamento
foi realizado pelo Instituto Nexus, a pedido da Agência Brasil, com base em
dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Além da
redução proporcional, também houve recuo em números absolutos. A quantidade de brasileiros com
menos de 24 anos que podem comparecer às urnas caiu 5,5 milhões.
Eram 24,7 milhões eleitores nesta faixa etária, em 2010, contra 19,2 milhões,
em 2026.
Como o número total de eleitores no país
aumentou 17%, passando de 135,8 milhões para 158,8 milhões no período, a
participação dos jovens teve uma queda abrupta: de 18,2% para apenas 12,5% do
eleitorado.
"Em um cenário de aguda polarização,
em que a eleição de 2022 foi definida por menos de 2 milhões de votos de
diferença entre Lula e Jair Bolsonaro, todo eleitor é estratégico. A quantidade
absoluta de votos dos jovens segue perdendo anualmente sua força,
principalmente em comparação ao aumento de eleitores 60+”, analisa o CEO da
Nexus, Marcelo Tokarski.
Segundo dados do TSE, o número de idosos
com o título de eleitor ativo cresceu cerca de 74% desde 2010. Atualmente eles
correspondem a mais de 36,8 milhões de pessoas.
Campanhas
O professor do
Laboratório de Opinião Pública e Mídias Digitais da Escola de Sociologia e
Política de São Paulo (FESPSP), Hilton Fernandes, avalia que as campanhas
presidenciais ainda não deram indicativo de como vão tratar o grupo de jovens.
"Em 2022
houve alguma dedicação em buscar esse grupo de jovens, não tanto pelo volume de
votos, mas pelo engajamento. Essa força do jovem na campanha é importante. Por
isso tivemos em 2022 propostas relacionadas ao desenvolvimento de games e
outros temas, como a facilidade para adquirir produtos eletrônicos, produtos de
jogos com isenções, apareceram", afirma.
Ele acredita que as principais
candidaturas à Presidência da República, a medida que avancem nas pesquisas,
tendem a buscar mais esse público. Em campanhas proporcionais, como a de
deputados, ele acredita que pode haver um olhar mais focado aos jovens, que
pode ser um nicho importante para algumas candidaturas.
As prioridades do voto jovem seguem as
mesmas tendências de eleições anteriores, aponta Fernandes. Ele procura,
principalmente, o primeiro emprego e formação profissional. São vários
contextos de vida que podem moldar esse voto, de acordo com a situação
econômica das famílias, a região em que vivem ou os grupos sociais e
instituições que frequentam. Ao mesmo tempo, sua visão eleitoral pode ser mais
influenciada por discursos que remetem a grandes mudanças, afirma o
especialista.
"Não são os partidos que vão chamar
atenção, mas o discurso dos candidatos, com um personalismo cada vez mais
concentrado. O discurso mais radical tende a atender mais o jovem", aponta
Fernandes.
Ele ressalta, entretanto, que esse
discurso pode "enganar" o eleitor mais novo, pois "nem toda vez
é necessário quebrar uma estrutura para mudar uma sociedade", critica o
professor. Ele ressalta, ainda, que o eleitor jovem não pode ser tratado como
um grupo homogêneo.
"Isso pode ter uma diferença, por
exemplo, em jovens que convivam em ambientes mais conservadores. Enquanto o
jovem que vê a família numa situação mais complicada, principalmente
financeira, busca mais a mudança", complementa.
Engajamento
Outro destaque do levantamento da Nexus é
o engajamento nas urnas. Entre os brasileiros 18 a 24 anos, em que o voto é
obrigatório, o percentual de comparecimento no primeiro turno foi de 78,5%. Já
entre os jovens de 16 e 17 anos, que não têm obrigação de votar, 82,9%
foram às urnas. A média de comparecimento no país, no último pleito, foi de
79,1% dos eleitores aptos a votar.
Sul e Sudeste
são "mais velhos"
A pesquisa apontou ainda que as regiões
Sul e Sudeste concentram menor percentual de jovens nas urnas. Nelas, estão os
três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio de
Janeiro. O estado "mais velho" é o Rio Grande do Sul, onde eleitores
até 24 anos representam apenas 9% do eleitorado.
Em seguida,
aparecem o Rio de Janeiro (10%), São Paulo (11%), Santa Catarina (11%),
Espírito Santo (11%), Minas Gerais (11%) e Paraná (11%). Na outra ponta,
Roraima, Acre, Amapá e Amazonas são os estados com maior proporção de jovens
aptos a irem às urnas, com 18% cada. Em seguida aparecem ainda Maranhão (17%),
Pará (16%) e Tocantins (16%).
“O Brasil está diante de uma nova
geografia eleitoral. Os mais jovens perderam espaço nos maiores colégios
eleitorais do país, tirando-os do centro gravitacional das principais
estratégias políticas”, observa Tokarski.
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