alhos & bugalho
Legislativo itajuipense poderá cometer um erro crasso desomenageando José Domingos de Oliveira
A vereadora Camila Ferrarese seguindo orientação de
duas personalidades não residentes em Itajuípe, apresentou uma Ementa, que
altera a Lei Municipal nº. 613, de 19 de novembro de 1997, que substitui o nome
do Campo José Domingos de Oliveira, para o nome de José Givaldo de Oliveira “Nito
Sapateiro”, o campo está localizado no Bairro São Sebastião.
José Domingos de Oliveira, foi um jogador amador e defendeu com primórdia o Grêmio Esporte Clube, sagrando-se campeão por diversas vezes, profissionalmente ele era funcionário do Banco Brasileiro de Descontos (Bradesco), na cidade de Maracáse e quando retornava a Itajuípe para rever a família e jogar mais uma partida pelo Grêmio e se confraternizar com os amigos no antigo baba da Pitagueiras, sofreu um acidente automobilístico e veio a óbito, post-mortem foi homenageado pelo mesmo legislativo dando o seu nome ao espaço esportivo.
Nito Sapateiro, foi um desportista da velha guarda futebolística itajuipense e que também muito contribuiu com o esporte amador da comunidade, e também merecedor de uma justa homenagem, mas como diz um ditado popular que tal iniciativa da vereadora, é como despir um santo para cobrir outro.
Em outra oportunidade um vereador itajuipense, apresentou um projeto que desomenageava o poeta Castro Alves, que também nomina um logradouro público, para homenagear um outro cidadão, o projeto sumiu nos escarninho dos anais da Câmara Municipal.
Fica a sugestão a vereadora Camila, vereadora de
primeiro mandato, no bairro popularmente chamado de Pitangueiras (que abrange
os Bairros José de Anchieta, São Sebastião e Bairro Nov), existe uma avenida
que é denominada John Kennedy, ex-presidente dos Estados Unidos e um dos
mentores do Golpe de 64, nada mais justo do que defenestrar o nome do
ex-presidente americano e nominar a avenida com o nome de José Givaldo de
Oliveira, com a devida data vênia.
NORDESTE CRESCE ACIMA DA MÉDIA NACIONAL NO 1º SEMESTRE; CONFIRA ESTUDO
A atividade econômica do Nordeste manteve ritmo de crescimento superior ao da média nacional durante o primeiro semestre de 2026, com desempenho da região superior ao do Brasil em cinco dos seis meses. Estudo elaborado pelo Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), área de pesquisa do Banco do Nordeste (BNB), mostra que a região registrou expansão de 2,4% no acumulado dos últimos 12 meses encerrados em junho, enquanto o Brasil cresceu 1,5% no mesmo período, segundo dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br).
Nos meses anteriores, a relação entre Nordeste e Brasil ficou em 2,6%
para 1,4% (maio), 2,8% para 1,6% (abril), 2,8% para 1,8% (março), 2,4% para
1,8% (fevereiro) e 2,2% para 2,2% (janeiro). Sempre considerando o acumulado
dos 12 meses anteriores à medição.
“Os dados indicam que o Nordeste continua apresentando um dinamismo
econômico superior ao observado para o conjunto do País. Nos meses de abril e
maio, por exemplo, a economia nordestina cresceu 1,2 ponto percentual mais do
que brasileira”, observa Biagio de Oliveira Mendes Junior, autor do estudo.
Segundo ele, embora parte dos estados da região tenha mostrado
desaceleração ao longo do primeiro semestre, o desempenho regional permanece
acima da média nacional, refletindo a capacidade da economia nordestina de
sustentar um nível de atividade relativamente mais aquecido. “O comércio
varejista segue contribuindo para essa resiliência, enquanto a perda de fôlego
da agropecuária ajuda a explicar a moderação observada na economia brasileira”,
analisa Biagio.
OS PERCENTUAIS
O trabalho integra a série IBC NE do Etene e está disponível para
consulta pública no portal do Banco do Nordeste. O levantamento revela que
todos os estados nordestinos analisados apresentaram, no acumulado de 12 meses
encerrado em junho, desempenho igual ou superior ao nacional. Entre eles,
Pernambuco obteve o melhor resultado, com crescimento de 3,1%, seguido por
Maranhão (2,2%), Rio Grande do Norte (1,7%), Ceará (1,6%) e Bahia
(1,5%).
Senado: oposição obstrui e fim da escala 6x1 não vai a plenário
Votação de PEC no Senado só deve ocorrer
após eleições
Sem ter segurança sobre os votos necessários para aprovar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6x1 e da redução da jornada de trabalho, a base do governo no Senado Federal decidiu não arriscar uma apreciação em plenário nesta quarta-feira (2). Com isso, a proposta só deve ser votada após o 1º turno das eleições, em outubro.
"Hoje, houve um movimento bem
sucedido da oposição", afirmou o líder do governo no Congresso Nacional,
senador Randolfe Rodrigues (PT-AC), referindo-se ao esvaziamento do plenário e
à consequente impossibilidade de votação.
Em entrevista à imprensa, Randolfe
atribuiu a uma "ação coordenada" de oposicionistas - com
participação direta dos senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a
presidente da República, e do líder da oposição, o também senador Rogério
Marinho (PL-RN) - para desmobilizar a presença dos parlamentares para uma
possível votação. “A oposição ao nosso governo é contra o fim da escala 6x1.
Ponto”, disse.
O líder do governo afirmou que a oposição já
havia demonstrado resistência na CCJ, onde houve quatro votos contrários à
proposta.
Dos 27 senadores presentes na comissão, quatro
registraram votos contrários: Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão
(Republicanos-RS), Tereza Cristina (PP-MS) e Jaime Bagattoli (PL-RO).
Apesar do registro dos votos, a
aprovação da PEC no colegiado se deu de forma
simbólica. A última etapa para a aprovação
da matéria é justamente a votação no plenário do Senado, em dois turnos, com o
mínimo de 49 votos favoráveis, o que corresponde a 60% do apoio dos 81
senadores.
A PEC 221/2019 prevê a
obrigatoriedade de descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução
salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com
uma regra de transição de 14 meses.
A CCJ chegou a aprovar um
calendário especial para acelerar a tramitação da proposta, eliminando
intervalos regimentais (chamados de interstícios) e permitindo que a
matéria pudesse ser votada ainda nesta semana no plenário, em regime
de urgência. A
inclusão na pauta do plenário depende do presidente da Casa, Davi Alcolumbre
(União-AP).
Ao ser perguntado sobre isso, o
líder do governo explicou que Alcolumbre questionou os governistas se havia
segurança quanto ao número de votos. Diante da resposta negativa, governo e
presidente do Senado consideraram mais prudente não submeter a PEC, que poderia
ser derrotada, principalmente por uma provável ausência de senadores para
votá-la, o que impediria o alcance do piso mínimo de apoio.
Randolfe Rodrigues afirmou que o governo
estimava ter 53 ou 54 votos favoráveis, mas que essa margem não oferecia segurança
suficiente para colocar a PEC em votação. O próximo esforço concentrado de
votações no Congresso Nacional está previsto para a segunda semana de
outubro.
A Agência Brasil entrou
em contato com o senador Rogério Marinho, líder da oposição, para obter uma
posição sobre o fato de a PEC não ter sido incluída na votação, mas ainda não
teve retorno. Contrário à PEC, Marinho apresentou uma proposta alternativa que
mantém a escala 6x1 e a jornada semanal máxima de 44 horas, com a possibilidade
de diferentes jornadas de trabalho em negociação direta entre trabalhadores e
empregadores. A iniciativa prevê que a remuneração seja calculada de acordo com
as horas trabalhadas.
A reportagem também procurou Flávio
Bolsonaro para comentar as declarações de Randolfe. Integrante da CCJ, ele
estava ausente quando a PEC foi aprovada no colegiado. Nos últimos dias, ele
também defendeu a proposta de pagamento por hora trabalhada e evitou dizer como
votaria no texto que prevê o fim da escala 6x1. O espaço para manifestação
segue aberto.
Os dois pesos e uma medida de Flavio Master
Bolsonaro,
A cobrança de Flávio Bolsonaro pelo impeachment e pela prisão de Alexandre de Moraes ganhou um novo elemento de contradição: os dois aparecem ligados ao mesmo personagem central do escândalo do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Nesta terça-feira (1º), Flávio voltou a defender medidas contra Moraes após a divulgação de mensagens entre o ministro do STF e Vorcaro, que estão sendo analisadas pela Polícia Federal. As conversas indicam que o banqueiro buscava apoio de Moraes diante do avanço das investigações.
O problema para Flávio é que ele próprio mantém uma relação financeira investigada com Vorcaro. O senador pediu recursos ao então dono do Banco Master para financiar “Dark Horse”, filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro. Documentos já haviam apontado repasses de pelo menos R$ 61 milhões, e uma nova apuração revelou outro pagamento de US$ 1,66 milhão (cerca de R$ 8,5 milhões) em setembro de 2025.
Além disso, a nova transferência contradiz a versão anterior de Flávio de que os pagamentos de Vorcaro haviam terminado em maio de 2025. Questionado hoje no Senado, ele afirmou que os esclarecimentos devem ser dados pela produtora do filme.
A contradição é evidente no debate político: Flávio usa a relação entre Moraes e Vorcaro para cobrar explicações e defender o impeachment do ministro, enquanto ele próprio precisa explicar sua relação com o mesmo banqueiro e os milhões destinados ao filme de seu pai. As duas situações, porém, envolvem circunstâncias diferentes e estão sendo investigadas separadamente.
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