alhos & bugalho
Na
Bahia, não há uma
proibição estadual geral da Lei Seca para as
Eleições de 2026, ficando a decisão a cargo das portarias de cada Zona
Eleitoral.
Como funciona
Sem
regra única:
O estado não impõe uma determinação
unificada. A venda e o consumo de bebidas alcoólicas estão liberados na maior
parte do estado (inclusive na capital), mas juízes eleitorais de zonas
específicas podem publicar portarias restritivas locais para garantir a
segurança.
Cidades afetadas: Pelo
menos dezenas de municípios baianos já confirmaram restrições pontuais
determinadas por suas respectivas Zonas Eleitorais (como na 55ª, 147ª, 168ª e
173ª Zonas). Isso atinge cidades como Morro do Chapéu, Cafarnaum, Mulungu do
Morro, Várzea Nova, Aiquara, Dário Meira, Itagi, Itagibá, Igaporã, Botuporã,
Tanque Novo, Ibotirama, Paratinga e Morpará, entre outras.
Horários: Os horários de
proibição variam conforme a portaria de cada região. Por exemplo, em algumas
cidades a restrição começa às 22h de sábado (3 de outubro) e vai até as 22h de
domingo (4 de outubro); em outras, inicia às 20h ou 21h do sábado.
O que proíbe: Nos municípios com
restrição, fica proibida a comercialização, o fornecimento gratuito e, em
alguns casos, o consumo em locais públicos de bebidas alcoólicas em bares, restaurantes,
supermercados e lojas de conveniência.
Penalidade: O descumprimento da portaria local configura crime
de desobediência eleitoral (Art. 347 do Código Eleitoral), além de poder acarretar
o fechamento imediato do estabelecimento.
Como
os critérios mudam dependendo do município, é recomendado verificar diretamente
as orientações atualizadas do TRE-BA
ou da zona eleitoral da sua cidade antes do dia da votação.
PCTSul articula parceria e inaugura
a Kunuminst UESC
FOTO: BRUNO GONZAGA/PCTSUL
Aliança entre Instituto
Kunumi e universidade prevê pesquisa, formação e uso de dados para apoiar
decisões no sul da Bahia.
Na
última terça-feira (29), o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia
(PCTSul) abriu as portas da Kunuminst UESC, unidade do Instituto Kunumi criada
a partir de uma aliança estratégica com a Universidade Estadual de Santa Cruz,
em Ilhéus. Articulada pelo Parque, a parceria conecta pesquisadores e
estudantes da região a uma rede nacional e internacional de pesquisa em
inteligência artificial e outras áreas do conhecimento.
Instalada
no coworking do Parque Científico, a unidade é resultado de uma aproximação
iniciada em maio de 2025, quando a equipe da Kunumi visitou o Centro de
Inovação do Cacau (CIC) e o Observatório Social. O contato com as pesquisas
aplicadas à cadeia do cacau e os painéis de monitoramento socioambiental abriu
caminho para a cooperação com a universidade.
Além
de articular essa conexão, o PCTSul disponibilizou a estrutura física para a
unidade Kunuminst UESC e conduziu, com a Kunumi, a implantação e a ambientação
do espaço. A iniciativa amplia a atuação do Parque na construção de parcerias
para desenvolver pesquisas e projetos voltados às demandas do território.
Para
Juliana Crepaldi, vice-presidente do Instituto Kunumi, o trabalho do Parque vai
além do desenvolvimento de tecnologia e envolve a transformação do conhecimento
com propósito. Segundo ela, o espaço físico dá forma à parceria e cria
condições para o trabalho conjunto.
Inteligência a serviço do território
O
primeiro projeto da aliança é o Centro de Inteligência Territorial Sul da
Bahia, uma iniciativa estruturante do PCTSul, desenvolvida em parceria com a
UESC e financiada pelo Instituto Kunumi. Sob a coordenação da professora
Déborah Faria, o Centro pretende reunir dados socioeconômicos e ambientais da
região para apoiar gestores públicos e privados e orientar políticas públicas
com base em evidências.
A
aliança permite ainda abrigar diferentes projetos de pesquisa, formação de
pesquisadores, geração de propriedade intelectual e transferência de
tecnologia. A biodiversidade regional está entre as principais frentes de
interesse para a cooperação. “O acordo do Instituto Kunumi com a UESC não é
para um laboratório específico. É uma plataforma de ações. Vamos começar pelo
primeiro projeto, com a professora Déborah Faria, mas temos a possibilidade de
explorar muitas coisas juntos”, destacou Juliana.
Para
o reitor Alessandro Fernandes, a parceria amplia as possibilidades de aplicação
do conhecimento produzido na região e integra uma estratégia de desenvolvimento
baseada na colaboração entre instituições. Segundo ele, o sul da Bahia reúne
pesquisadores, conhecimento e tecnologias, e a atuação em rede permite conectar
essas competências às novas ferramentas disponíveis. “Este coworking não é
meramente protocolar, nem uma inauguração formal. É uma tendência que não vai
retroceder jamais: agregar a nossa cultura local à tecnologia, inclusive à
inteligência artificial”, afirmou.
Espaço de colaboração
A
inauguração marcou a entrega de dois investimentos do Instituto Kunumi na UESC.
O coworking permitirá que equipes de diferentes projetos do Parque e da
universidade trabalhem no mesmo ambiente. Também foi entregue uma nova
infraestrutura de fibra óptica no campus, que substitui a rede antiga e melhora
a conectividade entre os prédios.
A
cerimônia contou com apresentações do diretor-presidente do PCTSul, Cristiano
Villela Dias, de Juliana Crepaldi e do reitor Alessandro Fernandes.
Participaram também o vice-reitor Maurício Moreau e os representantes da Kunumi
Eduardo Moura, gestor de pesquisa; Ana Macedo, gestora de parcerias e pesquisa;
e Lucas Parreiras, pesquisador. A programação incluiu visitas aos laboratórios
do CIC e ao Observatório Social, além de uma palestra para coordenadores de
projetos do Parque.
Com
unidades também na UFMG e na PUC-Rio, o Instituto Kunumi atua em pesquisa e
desenvolvimento em inteligência artificial, além da formação de talentos e do
apoio à pesquisa por meio de uma rede de cooperação acadêmica. A implantação da
Kunuminst UESC aproxima essa experiência em IA das competências científicas do
sul da Bahia e cria novas oportunidades de pesquisa e colaboração a partir do
PCTSul.
Como os
petistas queriam, Lula faz a festa na Barra sem concorrência
Lula
realiza mais uma agenda na Bahia com grande apoio popular
Por Levi Vasconcelos - Na Bahia anti-Lula não cria. Nem filho e nem
neto. O bordão aí, que integra a propaganda eleitoral petista, até parece real,
já que adversário de Lula aqui apitou fraco. Fazer campanha mesmo, só Flávio
Bolsonaro foi a Conquista. E nada mais.
Ontem, Lula
demorou duas horas para fazer o percurso Ondina-Barra. No entorno do Farol da
Barra, a prefeitura de Salvador botou uma cerca a pretexto de evitar que o povo
pisasse na grama. O ato foi interpretado por petistas como uma tentativa de
deixar espaços em branco nas fotos e filmagens.
Ineditismo – Lula cumpriu a sétima agenda na Bahia, duas delas, a caminhada na Liberdade e ontem, em passagens nitidamente eleitorais. Os adversários, quase nada. O fato é absolutamente inédito em campanhas eleitorais.
Como também é inédita a configuração da disputa estadual. De um lado, Jerônimo, o governador candidato à reeleição, com a máquina estadual na mão e o apoio da máquina federal. De outro, ACM Neto sem nada, só no gogó, caso em que lhe cairia bem melhor o debate com Jerônimo na TV Bahia.
Na Barra, Lula
disse ter descoberto que um aluno de um instituto federal custa R$ 16 mil por
ano, enquanto um preso custa R$ 35 mil. Que pena. Isso só é citado em tais
circunstâncias.
AtlasIntel mostra que disputa entre Lula e Flávio é trincada
A pesquisa do AtlasIntel ontem divulgada, a cinco dias das eleições 2026, mostra no 1º turno Lula com 45,3% contra 42,2% de Flávio Bolsonaro, e no 2º turno Flávio com 47,7% contra 47,6% de Lula, praticamente empatados.
A amostragem do
Atlas carimba o que todas as outras pesquisas já demonstraram: embora
oficialmente 14 candidatos estejam registrados como postulantes à Presidência
da República, a disputa polarizou mesmo entre Lula e Flávio.
Mais que isso, também já é quase certo que teremos dois turnos na peleja
federal. Em 2022, Lula foi ao 2º turno contra Jair Bolsonaro, então presidente,
e o resultado oficial foi trincado.
Lula teve 50,90%
dos votos (60.345.999), contra 49,10% (58.206.354) de Bolsonaro. Pelo que as
pesquisas de agora dizem, e o Atlas atesta isso, de lá para cá o cenário pouco
mudou.
BAHIA: CEO DA ATLASINTEL: CENÁRIO FICOU MAIS FAVORÁVEL A JERÔNIMO
O crescimento de Jerônimo Rodrigues (PT) na reta final da eleição baiana tem um componente central: Lula.A avaliação é de Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, instituto que divulgou nesta quarta-feira (30) uma nova pesquisa mostrando Jerônimo com 50,7% dos votos válidos, contra 47,5% de ACM Neto (União Brasil).
Em entrevista ao
portal A TARDE, Roman afirmou que a transferência do voto do presidente para o
governador continua tendo peso importante no cenário baiano.
“Diria que o fator
Lula continua sendo determinante. O Jerônimo, igual a 2022, conseguiu uma
transferência muito boa dessa votação de Lula. O eleitor lulista se orienta de
maneira muito mais clara para Jerônimo do que para ACM Neto”, destacou Andrei
Roman.
“Os dados indicam
uma corrida bastante polarizada entre ACM Neto e Jerônimo, uma corrida muito
apertada, mas o movimento parece ser bastante positivo”, afirmou o CEO da
AtlasIntel, ao destacar que o eleitor identificado com o presidente tem se
direcionado de forma mais clara para Jerônimo.
A avaliação chama
atenção porque, já na primeira rodada da pesquisa, divulgada no início de
setembro, Roman havia apontado justamente a capacidade de Lula de orientar o
voto como um elemento que poderia favorecer Jerônimo na disputa estadual. Na
ocasião, ACM Neto aparecia numericamente à frente, mas dentro da margem de
erro.
Agora, quase um
mês depois, o movimento captado pelo instituto foi de crescimento de Jerônimo e
recuo de Neto.
Segundo
Roman, apesar da disputa continuar apertada e polarizada, os dados mais
recentes mostram um movimento favorável ao governador.
A
pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre 24 e 28 de setembro, tem margem de erro de
dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está
registrado no TSE sob os números BA-02425/2026 e BR-00633/2026.
Estudante de 11 anos conquista 1º lugar no Concurso Jovem Jornalista
Vídeo sobre a influência do teatro em Dias d'Ávila
garante 1º lugar a aluna Eloisa Almeida
Eloisa Santos ao lado do professor Miguel de Jesus e de Cristiano Sampaio, gerente de comunicação da Bahiagás - Foto: Uendel Galter | Ag. A TARDE
A criatividade e a coragem não têm idade. A prova disso é a estudante Eloisa Almeida dos Santos,
de apenas 11 anos, aluna do Centro Educacional Normelio Moura da Costa,
localizado no município de Dias d’Ávila, distante cerca de 50 km de Salvador.
Com um olhar sensível sobre o próprio cotidiano, Eloisa conquistou o 1º
lugar na categoria Videorreportagem do Concurso
Cultural Jovem Jornalista 2026, promovido pelo
programa A TARDE Educação.
O encontro com a arte e a própria voz
Inspirada pelo tema desta edição — “De onde eu venho, escrevo: histórias e leituras do meu lugar
no mundo” —, Eloisa transformou a sua própria trajetória de
descoberta pessoal e territorial em um roteiro audiovisual cativante.
Ao lado do professor orientador Miguel de Jesus Junior,
a jovem investigou como sua cidade natal moldou a própria identidade, tendo o teatro como grande
divisor de águas em sua vida.
"O processo de fazer a videorreportagem foi maravilhoso, gostei muito, foi uma experiência muito grande", conta a estudante. "Meu vídeo fala sobre mim e sobre a influência da minha cidade comigo. É sobre como descobri o teatro e como isso me ajudou bastante", conta Eloisa.
Flash do Dia
Pensamento do Dia



Nenhum comentário:
Postar um comentário