< Aqui não vende matérias >
“Ideologia não se compra. Ideologia não se vende”.
Eliseu Alves de Oliveira, comunista centenário, presente à festa do PCB, no Rio de Janeiro.
Itajuípe perde 396 habitantes
na estimativa do Censo 2022
O
município de Itajuípe está perdendo 396 habitantes com a estimativa do censo
2022, que está sendo realizado pelo IBGE. Com estimativa de 2021, Itajuípe tinha 20.309 habitantes, devidamente
atualizado, enquanto o resultado preliminar deu 19.913, o que da uma queda de
396 pessoas.
O IBGE
divulgou o resultado preliminar do censo 2022, levantado até o dia 5 de
dezembro e desagradou ainda mais os municípios brasileiros que contestam os
dados.
Os dirigente
do IBGE informaram ter recenseado 81% da população; e que no ultimo dia 26 os
dados foram encaminhados ao Tribunal de Contas da União (TCU), que a partir
desses dados define a cota do fundo de participação dos municípios (FPM).
Na
zona denominada Z 4, os números ficaram assim estimado pelo Censo 2022:
Almadina5.195
Barro
Preto 5.820
Coaraci19.913
Itapitanga10.320
Uruçuca21.365
Eleição para Mesa Diretora da
Câmara Municipal de Itajuípe terá chapa única
O Edil
Crispim “Klisman da ambulância”Bento Nunes (PCdoB) encabeça a chapa única, que
disputará a presidência do Legislativo Itajuipense, para o Biênio 2023/2024, em
Sessão especial que acontecerá nesta quinta-feira (29/12), às 09h, no plenário
Acácio Almeida.
Também
comporão a chapa única os Edis: Gean Márcio de Souza Silva (PODEMOS), Fábio
José Almeida Santos (PP), Edmilson Borges do Nascimento (PODEMOS) e Joacy
Caires dos Santos (PSD), que concorrerão aos cargos de 1º Vice-presidente, 2º
Vice-presidente, 1º Secretário e 2º Secretário, respectivamente.
As
comissões permanentes para o mesmo período também serão definidas em
conformidade com o Regimento Interno do Legislativo.
O
prazo para o registro das inscrições de chapas participantes da nova disputa
foi encerrado no final do expediente do dia 26 do corrente mês.
Atualmente
a presidência é exercida pela Edil Lusiane Maia de Souza (PSD), que encerará o
seu mandato no dia 31 de dezembro.
Governo da Bahia antecipa repasse
de R$ 318 mi do ICMS para prefeituras e avalia responsabilizar Chesf
O governo do estado decidiu antecipar ara esta quinta-feira
(29) o repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)
para as prefeituras. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (28), durante duas
reuniões, na Governadoria, entre o governador eleito, Jerônimo Rodrigues (PT),
o governador em exercício, Adolfo Menezes (PSD), e secretários.
Também
será aberta uma linha de crédito, no valor de R$ 100 milhões, através da
Desenbahia, para o financiamento destinado a empresários que tiveram seus
negócios prejudicados pelas chuvas. O Governo do Estado avalia, ainda.
responsabilizar a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) pelos danos
causados em Jequié e região.
Participaram
das reuniões o chefe de gabinete da equipe de transição, Adolpho Loyola, o
secretário da Casa Civil, Carlos Mello, a secretária da Saúde, Adélia Pinheiro,
o líder da bancada do governo na Assembleia Legislativa, deputado Rosenberg
Pinto (PT), outros técnicos e, virtualmente, o superintendente da Defesa Civil
do Estado, coronel-bombeiro Carlos Miguel Filho, e o comandante-geral do Corpo
de Bombeiros Militar da Bahia, coronel Adson Marchesine.
Jerônimo
Rodrigues destacou o pagamento antecipado do imposto e o financiamento para
comerciantes e prestadores de serviço: “o Estado está pagando, antecipadamente,
nesta quinta-feira (29), o ICMS, que já será uma ajuda importante na
dinamização econômica para todos os municípios, não apenas os atingidos pela
enchente. Serão depositados R$ 318 milhões nas contas das prefeituras. O Estado
continuará aliado às prefeituras na pós-enchente para cuidar do povo da nossa
Bahia”.
Adolfo
Menezes informou que, na terça-feira (27), foi enviado para a Assembleia
Legislativa da Bahia (Alba) um projeto de lei para liberação de R$ 100 milhões
para os pequenos e médios comerciantes.
Outro assunto tratado durante as reuniões foi a possível
responsabilização da Chesf pela inundação provocada em Jequié e municípios da
região com o aumento da vazão da Barragem de Pedra, na Bacia do Rio de Contas.
Uma das hipóteses é a de que esta ação tenha contribuído com as inundações.
“Nós já determinamos que a PGE [Procuradoria Geral do Estado] procure meios
legais, estudando a forma para que a Chesf possa responder pelo que está
acontecendo nesses últimos períodos de chuvas, porque nós entendemos que é
preciso uma maior responsabilidade sobre a gestão das águas da Barragem da
Pedra”, afirmou Jeronimo. Do: bahianoticias
Priskas Eras
Pensamento do Dia
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NATAL DE NOSSO SENHOR JESUS
CRISTO - Solenidade com Oitava
Livro de Isaías 52,7-10.
Como são
belos sobre os montes os pés do mensageiro que anuncia a paz, que traz a boa
nova, que proclama a salvação e diz a Sião: «O teu Deus é Rei».
Eis o grito das tuas sentinelas que levantam a voz. Todas juntas soltam brados
de alegria, porque veem com os próprios olhos o Senhor que volta para Sião.
Rompei todas em brados de alegria, ruínas de Jerusalém, porque o Senhor consola
o seu povo, resgata Jerusalém.
O Senhor descobre o seu santo braço à vista de todas as nações, e todos os
confins da Terra verão a salvação do nosso Deus.
Livro dos Salmos 98(97),1.2-3ab.3cd-4.5-6.
Cantai ao
Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória.
O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.
Os confins da Terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor, Terra inteira,
exultai de alegria e cantai.
Cantai ao Senhor ao som da cítara,
ao som da cítara e da lira;
ao som da tuba e da trombeta,
aclamai o Senhor, nosso Rei.
Carta aos Hebreus 1,1-6.
Muitas
vezes e de muitos modos falou Deus antigamente aos nossos pais pelos profetas.
Nestes dias, que são os últimos, falou-nos por seu Filho, a quem fez herdeiro
de todas as coisas e pelo qual também criou o Universo.
Sendo o Filho esplendor da sua glória e imagem da sua substância, tudo sustenta
com a sua palavra poderosa. Depois de ter realizado a purificação dos pecados,
sentou-Se à direita da Majestade no alto dos Céus,
e ficou tanto acima dos anjos quanto mais sublime que o deles é o nome que
recebeu em herança.
Na verdade, a qual dos anjos disse Deus alguma vez: «Tu és meu Filho, Eu hoje
Te gerei»? E ainda: «Eu serei para Ele um Pai, e Ele será para Mim um Filho»?
E de novo, quando introduziu no mundo o seu Primogénito, disse: «Adorem-no
todos os anjos de Deus».
Evangelho segundo São João 1,1-18.
No princípio era o Verbo e o Verbo
estava com Deus e o Verbo era Deus.
No princípio, Ele estava com Deus.
Tudo se fez por meio dele e sem Ele nada foi feito.
Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens.
A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam.
Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João.
Veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos
acreditassem por meio dele.
Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz.
O Verbo era a luz verdadeira, que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem.
Estava no mundo e o mundo, que foi feito por Ele, não O conheceu.
Veio para o que era seu e os seus não O receberam.
Mas àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se
tornarem filhos de Deus.
Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem,
mas de Deus.
E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que
Lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade.
João dá testemunho dele, exclamando: «Era deste que eu dizia: "O que vem
depois de mim passou à minha frente, porque existia antes de mim"».
Na verdade, foi da sua plenitude que todos nós recebemos graça sobre graça.
Porque, se a Lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por
meio de Jesus Cristo.
A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que
O deu a conhecer.
Tradução litúrgica da Bíblia
Místico cósmico
É Natal, a manjedoura está
coberta de estrelas iluminando
A estrela de Belém, um
cometa !
Quem sabe?
José e Maria e convidados
da primeira hora
se alegram com
O Nascimento maior,
enquanto os Santos
Anjos soam trombetas em
honra ao
Bendito que vem em nome do
Senhor.
Observo a periferia,
irmãos se confundem
Entre a fartura e a
inanição latente, e as
Indiferenças que não são
colocadas no
Altar do parto.
A tempestade foi semeada
no oriente, indo
De encontro ao ocidente, a
rosa púrpura se desfolha
diante da sequidão que Afloram dos nossos olhos senis.
Não existe o próximo,
embora próximo
Da luz que ilumina
consequentemente quem
Eu sou e o que você é?
Somos místicos em nome do Jesus
Cósmico
Que está no meio de nós, enquanto a
Flor
Atômica não explode no meio de nós.
Um dia de cada vez
Quando o meu pensamento irá longe
demais,
Você sabe quem eu sou e eu sei quem
você é,
Somos reais como o clarão do sol e o
brilho da lua,
Entre estrelas, quando vamos nos
entender, sem fingimentos,
Num dia como outro qualquer, que não
nos ferirá,
Quando ficarmos trocando juras
secretas, sem dores
Ou pedidos pra ficar com as dores
sendo as minhas.
Um dia de cada vez, te pedirei pra
ficar sem ir embora,
Entre cantos, encantos e desencantos,
entre a última
Partitura que nos fariam bailar até o
fim do verão,
Após o último drinque noturno com
três pedras de gelos.
Um dia de cada vez, jurarei que
morrerei entre os céus
A terra e as minhas filosofias
esotéricas que te alcançam,
Quando declararia o Eu te amo, um dia
de cada vez.
Um dia de cada vez, Que você espera
que não fui, mas amanhã eu estou voltando.
Meu
primeiro contato com Jânio de Freitas foi por volta de 1982, quando chefiava a
reportagem de economia do Jornal da Tarde. José Carlos de Assis produziu um
conjunto de matérias arrasadoras sobre a Capemi (Caixa de Peculios, Pensões e
Montepios Beneficentes) que atingia de morte a propalada honestidade militar.
Era uma entidade fundada e gerida por militares.
Durante dias
enviei pautas para a sucursal do Estadão no Rio de Janeiro, pedindo
desdobramentos do caso. As pautas nunca foram atendidas.
Aí, Jânio, que já trabalhava na sucursal da Folha no Rio, mas ainda não tinha
coluna no jornal, escreveu um artigo na página 2 criticando a cobertura. E
referia-se diretamente ao Estadão. Os Mesquita não gostariam de um furo assim?
E porque os jornais nada deram?
Lendo seu artigo,
imediatamente liguei para a sucursal da Folha no Rio e pedi mais dados para
ele, para poder pressionar a sucursal do Estadão a entrar no tema. Sua resposta
foi algo ríspida:
Não dou tiro para baixo!, querendo dizer que
não entregaria repórteres.
Respondi também
rispidamente:
Então dê tiros para cima.
E mencionei as
suspeitas sobre dois conhecidos jornalistas – um deles colunista da Folha -,
que moravam em Nova York e, pelos comentários da categoria, montaram uma
espécie de assessoria informal, entrevistando para seus veículos políticos ou
personalidades brasileiras que passavam pela cidade. Na época, passar por
Manhattan dava status ao brasileiro.
Batemos
boca e desligamos o telefone. Minha irmã Inês ficou algo passada, porque trabalhava
na sucursal do Rio e adorava Jânio que, se era implacável com os poderosos, era
um paizão, especialmente para os jovens jornalistas.
Ele já era uma lenda no jornalismo, como principal responsável pela revolução
editorial e gráfica do Jornal do Brasil que se tornou, por muitos anos, o mais
relevante diário brasileiro e mudou a face da imprensa escrita no país.
Aliás, a primeira
vez que ouvi falar dele foi em uma entrevista da TV Manchete, ele falando de
Antonio Carlos Magalhães de uma maneira que nenhum comentarista político
ousaria fazer. Chamou-o de “halterofilista da política”.
Voltei a me
encontrar com ele na sucursal do Rio, quando ocupava o cargo de
secretário de Redação do jornal. Achei que o encontro com Jânio poderia
reacender alguma mágoa devido ao nosso bate-boca anterior, mas sua reação foi
inesquecível. Veio em minha direção para comentar nossa conversa anterior.
Quando desliguei o telefone, falei para o
pessoal da redação anotar seu nome, porque você é um jornalista de
verdade,
Fiquei honrado e,
ao mesmo tempo, admirado da sua grandeza. Não poucas vezes, Jânio chamou a
atenção, em sua coluna, para novos jornalistas políticos que surgiam, mesmo em
jornais concorrentes.
Fiquei pouco tempo
na Secretaria do jornal e voltei a me dedicar integralmente à coluna Dinheiro
Vivo, duas páginas aos domingos.
Nosso contato seguinte foi um novo conflito. Apoiei a equipe que subiu para a
Fazenda com Dilson Funaro, em agosto de 1985. Tinha amigos e fontes lá, como
Luiz Gonzaga Belluzzo, Luiz Carlos Mendonça de Barros e outros.
Em 1987 decidi
viajar para a Argentina, com a esposa e um casal de cunhados. Na semana
anterior, Jânio soltou um artigo em que dizia que economistas ligados à equipe
estavam adquirindo dólares no mercado. Questionei em outro artigo.
No dia da viagem
passei pela casa de minha mãe, para me despedir, e ela estava passada com um
artigo de Jânio que saíra no domingo, ironizando jornalistas que só entendiam
de números e davam palpite em tudo.
Cheguei a Buenos
Aires e preparei a resposta. Era difícil. Primeiro, porque tinha que ser
transmitida oralmente, por telefone, para uma central de escuta. Depois, porque
muitos trechos da resposta eram cortados pelos Frias – e, com razão, para não
estimular uma briga intestina no jornal.
Chegando a Buenos
Aires, li sobre o Plano Austral, recém lançado e fui até Roberto Frankel, um de
seus autores, para entender a lógica. Ele me explicou o modelo da troca de
moedas, as tablitas para retirar dos preços a inflação inercial e outros
detalhes.
Escrevi sobre o tema e soube, depois, que provocou um frisson na equipe econômica,
que já trabalhava no futuro Plano Cruzado e temia que meus artigos fossem fruto
de vazamento local. Eu não tinha ideia de que os economistas já trabalhavam no
Plano Austral brasileiro. Por isso mesmo, provavelmente Jânio estava correto em
sua denúncia.
Cheguei de volta
ao Brasil no mesmo dia em que Jânio se consagrava nacionalmente com a denúncia
da manipulação da licitação da Ferrovia Norte-Sul. Aproveitou o artigo para me
espicaçar, dizendo que, como estava certo naquela denúncia, estava certo na anterior.
Respondi com outro artigo. A pinimba parou por aí.
Depois disso, fui
demitido da Folha, por denúncias que fiz de Saulo Ramos, Ministro da
Justiça de José Sarney. A demissão foi adiada por 3 meses, devido ao fato de
ter vencido o Prêmio Esso com a denúncia.
Retornei ao jornal
em 1991 e, algum tempo depois, fui convidado para o Conselho Editorial do
jornal que tinha, entre outros, figuras históricas do jornalismo brasileiro, já
aposentadas, mais colunistas de destaque do jornal, como Jânio de Freitas,
Clóvis Rossi entre outros jornalistas da casa.
Aí fui entendendo
melhor o caráter de Jânio.
Otávio Frias de Oliveira, o seu Frias, era uma figura interessantíssima.
Arguto, grande conhecedor de pessoas, com uma alergia enorme ao puxa-saquismo.
Mas, também, era
uma pessoa profundamente sensível aos grandes jornalistas derrubados pela vida.
Provavelmente por sua experiência prévia, de sócio de Roxo Loureiro em uma
construtora histórica – que construiu, por exemplo, o Copan -, depois, em um
banco, um império destroçado pela ambição política de Roxo Loureiro. Como
consta de sua biografia, Frias teve que fugir para a Argentina, para não ser
preso e, depois, reconstruir a vida.
Frias era
particularmente sensibilizado com Clóvis Rossi, que tinha sala também no 6a
andar e costumava tratá-lo como “o sábio do 6o andar”. Uma vez me falou de
Clóvis, de como chegou ao mais alto posto da mídia, diretor de redação do
Estadão e, depois, foi demitido com humilhação, impedido de entrar no jornal
para pegar suas coisas. E tudo por motivo político. Talvez por isso Frias
aceitasse ser tratado como “o sábio do 6o andar” por Rossi.
As reuniões do
Conselho se davam em almoços que se iniciavam com uma prestação de contas da
administração e, depois, com discussões sem pauta. Serviam para Frias receber
subsídios sobre como o jornal caminhava e também sugestões esporádicas.
Mas era um bom
local para análises de personalidade. E Jânio era impecável. Algumas vezes se
atritou com colegas que demonstravam uma admiração excessiva por Frias e pelo
jornal. Nos almoços era o mesmo Jânio das colunas. Seco, objetivo, sem firulas.
Chegava do Rio no dia da reunião, muitas vezes vinha mais cedo para o jornal,
para uma conversa particular com Frias.
Nas nossas conversas, descobri uma qualidade pouquíssimo comentada: na
juventude Jânio foi cantor e chegou a participar do conjunto Os Cariocas, o
maior conjunto vocal brasileiro dos anos 50.
Quando a Folha
iniciou sua grande guinada para a direita, e teve início o processo de limpeza
étnico-política do jornal, muitos grandes jornalistas aderiram de forma
vergonhosa. Jânio se manteve no jornal sem perder a dignidade. Aliás, desde que
tornou-se titular de coluna, sempre manteve posição crítica em relação aos
excessos do jornalismo e não poucas vezes se atritou com Otávio Frias Filho.
O velho Frias
aceitava jornalistas que, como Jânio, com sua independência enriqueciam o
produto jornal.
Há pouco tempo a
Folha dedicou uma página aos 90 anos de Jânio. Esta semana, demitiu-o, por
corte de custos.
O argumento é risível.
Há tempos, Jânio era crítico da linha editorial do jornal, da guinada para a
direita. Algumas vezes conversamos por telefone e ele falava de sua desilusão
com a linha editorial do jornal.
A reação nacional sobre a demissão talvez tenha sido o maior baque na imagem do
jornal, e uma pá de cal na esperança de que voltasse a ser o jornal plural das
Diretas e dos anos 90. A saída de Jânio, somada à de Gregório Duvivier e
Marilene Felinto mostra um jornal se preparando para ser, cada vez mais, um
porta-voz do mercado nos próximos anos.
Mais que isso, o
crescimento da equipe jornalística da UOL e o emagrecimento gradativo da Folha,
reforçam a suspeita de que é um jornal que caminha para ser extinto pelo grupo
comandado por Luiz Frias.
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O deputado estadual
e líder do governador Rui Costa no Legislativo baiano, Rosemberg Pinto (PT) foi
diplomado, nesta sexta-feira (16), para o quarto mandato. A solenidade, que
conclamou os 90.769 votos, ocorreu no Teatro Castro Alves, em Salvador.
Também foram diplomados o governador Jerônimo
Rodrigues (PT) e o vice-governador Geraldo Júnior (MDB), o senador Otto Alencar
(PSD) e as suplentes Terence Lessa (PT) e Hildinha Menezes (PSD), primeiro e
segunda, respectivamente, além dos 39 deputados federais e os outros 62
estaduais.
“Sou grato e comprometido para fazer valer os
90.769 atos de confiança, que são estendidos a toda Bahia, sobretudo, em um
momento histórico, em que haverá uma mudança, totalmente positiva, para o povo
brasileiro, com o retorno do presidente Lula e a vitória da democracia, que foi
tão ameaçada neste pleito recente”, agradeceu.
O parlamentar elogiou a escolha popular pela
manutenção do PT à frente da Bahia e avalia que Jerônimo terá melhores
condições de governabilidade com o apoio de Lula. “Já na Bahia, nós do PT e
partidos aliados fizemos bem o dever de casa. Testados, aprovados pela quinta
vez, de Jaques Wagner, com dois mandatos, passando por Rui Costa, que repete o
feito, e, agora, Jerônimo chega com o apoio do Governo Federal, que ainda tem
primeiro escalão de Lula os, também, baianos, já confirmados, nos ministérios
Rui Costa, Casa Civil e Margareth Menezes, Cultura”, cravou.
MPF denuncia 11 pessoas por desvios de
dinheiro da educação em cidade baiana
Prefeito, agentes públicos e
empresários são acusados de crimes como organização criminosa, lavagem e desvio
de dinheiro público
O MPF (Ministério Público Federal)
apresentou denúncia contra onze pessoas, entre prefeito, agentes
públicos e empresários,
investigados por desvio de recursos públicos da educação em Ribeirão do Largo,
no Sudoeste baiano a 609 km de Salvador. O esquema foi inicialmente investigado
na Operação Lateronis, iniciada em
2013, que apontou a ocorrência de fraudes a licitações, por meio da criação de
empresas de fachada e direcionamento de contratos para empresas previamente
escolhidas pelo grupo criminoso.
A denúncia oferecida pelo MPF abrange
ilícitos ocorridos entre 2013 e 2015, além de crimes licitatórios de desvio de
dinheiro público e lavagem de capitais cometidos entre os anos de 2010 e 2017.
A acusação elenca nove contratos com indícios de irregularidades, cuja soma dos
valores ultrapassa R$ 2,4 milhões. A cidade teve arrecadação, em 2021, de R$
30.485.187,10 sendo apenas R$ 942.491,36 de receita própria.
Segundo as investigações, a organização
criminosa fraudava o caráter competitivo das licitações para aquisição de
merenda escolar e contratação de serviços de transporte escolar, com recursos
oriundos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) e
do Pnate (Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar), fato já denunciado
no ano de 2017 e com condenação criminal.
As contratações se davam de maneira direta,
por dispensa ou inexigibilidade de licitação, em casos fora das hipóteses
previstas em lei. Parte dos recursos chegou a ser utilizada para contratação de
bandas musicais e estrutura de apoio para festividades.
O grupo valia-se de empresas de fachada
registradas em nome de “laranjas”, que não possuíam, na prática, a estrutura
mínima para execução do serviço pactuado, e seus administradores repassavam
parte dos pagamentos recebidos em contratos superfaturados para os agentes
públicos da organização criminosa.
O esquema fraudulento foi desvendado com
análises de dados de movimentação bancária e fiscal dos agentes e empresas
envolvidas, que identificaram transações irregulares tendo por objetivo o
desvio de recursos e a lavagem de dinheiro. Também foram realizadas análises de
documentos públicos e oitivas de peças-chave do esquema, além de diligências
que comprovaram a incapacidade econômica e operacional das empresas para
cumprir com os objetos contratados.
O MPF pede a condenação dos investigados,
na medida de suas participações, pelos crimes de fraude em licitação,
contratação direta ilegal, desvio de verbas públicas, organização criminosa e
lavagem de dinheiro, além de R$ 2 milhões a título de reparação pelos danos
causados. Cabe agora ao TRF1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) analisar
o caso e decidir se aceita a denúncia. O órgão ministerial solicitou, ainda, o
levantamento do sigilo da peça. - IP n.º 1023049-87.2020.4.01.0000 - Fonte: Ascom MPF/BA
Conta de luz
vai subir até 36% com “herança” e aumento de custos
Mesmo com a aprovação de medidas para segurar os aumentos na conta
de luz, os reajustes tarifários de energia homologados pela Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel) nas últimas semanas superaram de forma significativa
os do mesmo período do ano passado, com aumentos de até 36%. Os porcentuais
foram empurrados para cima por uma combinação de fatores, que vão desde custos
financeiros “herdados” do ano passado ao aumento de preços de energia e
encargos.
Dos 26 processos analisados de
julho a dezembro de 2021, dez resultaram em aumentos de dois dígitos, sendo o
maior deles de 16,45%, da Enel Goiás. Neste ano, 16 reajustes alcançaram os
dois dígitos, dos quais dez ficaram acima de 20%.
O maior efeito médio para os
consumidores foi o da Equatorial Amapá, cujo reajuste médio de 36,08% foi
aprovado na última terça-feira, 13, pela diretoria da agência reguladora.
Segundo a área técnica da agência, a alta é atribuída principalmente à CVA
Energia (conta de compensação da variação dos custos de aquisição de energia e
outros itens da parcela A), com um efeito médio de 14,14%, e a retirada do
diferimento financeiro de 2021.
O diretor de Regulação da TR
Soluções, Helder Sousa, afirma que o diferimento do ano passado evitou um
aumento de 21,5% para a concessionária. A alta então homologada pela Aneel foi
de 4,8%. “Assim, para o evento agora de 2022 a retirada deste financeiro
negativo impacta na percepção de aumento de custo para o consumidor de mesma
intensidade”, disse Sousa.
Segundo ele, o aumento deste
ano poderia ser ainda maior se não tivesse sido concedido o empréstimo da Conta
Escassez Hídrica, socorro financeiro aprovado no ano passado para as
distribuidoras cobrirem o forte impacto do aumento de custos com despachos
termoelétricos (quando o operador do sistema determina que uma térmica gere
energia elétrica).
Segundo Sousa, as tarifas da
Equatorial Amapá – então CEA – só não subiram mais nos últimos anos em função
de uma compensação financeira.
Inflação não mede
A maior parte dos reajustes
tarifários mais expressivos não deve ser capturada pela inflação medida pelo
IPCA deste ano, uma vez que foram aplicados a distribuidoras que atendem
regiões metropolitanas que não compõem o subitem energia elétrica residencial
medido pelo índice do IBGE.
Parlamentares acionaram a Justiça para barrar a cobrança de reajuste médio de
36,08% nas tarifas de energia da Equatorial Amapá (antiga CEA), que atende
cerca de 120 mil unidades consumidoras no Estado. Na ação popular protocolada
na Justiça Federal do Amapá, os parlamentares classificaram o aumento como
“abusivo e desproporcional”. (COLABOROU LUCIANA COLLET) - As informações são do
jornal O Estado de S. Paulo.
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Legislativo
Itajuipense nomeia membros da Comissão de Transição para o Biênio 2023/2024
A presidente do Legislativo Itajuipense, Lusiane
Maia, através da Portaria nº. 027/2022 nomeou os membros da Comissão de
Transição de Governo do Poder Legislativo Municipal.
Foram nomeados o vereador Mateus Araújo
Affonso Matos, Primeiro Secretário do Legislativo, Domingos Rodrigues Roma Neto,
Controlador Interno e Antônio Carlos da Silva Jovita, Contador.
A criação da comissão tem respaldo na Resolução
nº. 1311/12, do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado da Bahia (TCMBa),
que versa sobre a disciplina e as providências a serem adotadas pelos Municípios para a transmissão de cargos
de Prefeitos e Presidentes de Câmaras Municipais e tem também por finalidade
propiciar ao Chefe do Poder Legislativo em inicio de mandato, informações sobre
atos administrativos da gestão 2021/2022, visando a dar continuidade à Gestão
do Poder Legislativo para o biênio 2023/2024.
A Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) aprovou a
concessão da Comenda 2 de Julho ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e
presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes. A votação
ocorreu nesta terça-feira (13). A honraria foi proposta pelo líder do Governo
Rui Costa na Alba, Rosemberg Pinto (PT).
Ao defender a concessão da comenda ao ministro do
STF e presidente do TSE, Rosemberg argumentou que Alexandre de Moraes
demonstrou “ímpeto para fazer valer a realização do processo eleitoral e a
confiabilidade nas urnas eletrônicas, essenciais à democracia”, agindo com
obediência “à Constituição e em enfrentamento a atos antidemocráticos e fake
news“. O parlamentar ainda acrescentou que, durante a pandemia, Moraes,
“junto ao STF assegurar aos governos estaduais e municipais competência para
adoção ou manutenção de medidas restritivas durante a pandemia, decisão que
salvou milhares de vidas”.
Rosemberg cita no projeto que “o Ministro Alexandre
de Moraes tem recebido, com todo o mérito, a admiração e o respeito do povo
brasileiro, bem como despertado a ira e o temor daqueles que insistem em
afrontar as instituições democráticas”.
A Comenda será entregue em Sessão Especial da
Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, em data a ser estabelecida pela Mesa
Diretora. O aval para outorga da maior honraria do Legislativo baiano ao
jurista ocorreu na mesma semana da diplomação do presidente e vice eleitos,
Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e Geraldo Alckmin (PSB, respectivamente. O
evento, desta segunda-feira (12), marcou o final do processo eleitoral e antecede
a posse, marcada para dia 1º de janeiro.
A Polícia Federal abriu na manhã desta
quinta-feira (15), uma operação que faz buscas contra pessoas ligadas a atos
antidemocráticos em todo o País, entre eles os bloqueios de estradas promovidos
por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro inconformados com a vitória do
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas urnas. Investigadores consideram
que trata-se da maior ofensiva já realizada conta os financiadores dos atos
antidemocráticos. As diligências são realizadas em sete Estados - Acre,
Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa
Catarina -, além do Distrito Federal. As ordens foram expedidas pelo ministro
Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O Estadão apurou que o
ministro também determinou a quebra de sigilo bancário de investigados e o
bloqueio de contas de dezenas de empresários. A ofensiva é aberta três dias
após bolsonaristas tentarem invadir a sede da Polícia Federal em Brasília, além
de atearem fogo a carros e ônibus na capital federal. O estopim para a escalada
nas ações dos apoiadores do presidente Jair Bolsonarofoi a prisão do líder
indígena José Acácio Serere Xavante, sob suspeita de supostos crimes de ameaça,
perseguição e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A medida foi
decretada a pedido da Procuradoria-Geral da República. De acordo com a Polícia
Federal, José Acácio Serere Xavante teria realizado atos antidemocráticos em
frente ao Congresso, no Aeroporto de Brasília, no centro de compras Park
Shopping, na Esplanada dos Ministérios e em frente ao hotel onde estão o
presidente e o vice-presidente da República eleitos, Lula e Alckmin. Após os
atos considerados democráticos se espalharem pelo País com a derrota de
Bolsonaro nas urnas, o Supremo determinou o desbloqueio de rodovias que foram
tomadas pelos apoiadores do presidente. Além disso, a Corte máxima impôs multa
aos veículos identificados como participantes dos atos, e ainda determinou que
as Polícias e Ministério Público investiguem supostos líderes e financiadores
das ações. As ações levaram à abertura, no Supremo, de uma apuração 'em razão
da ocorrência, após a proclamação do resultado das Eleições Gerais de 2022 pelo
Tribunal Superior Eleitoral, de diversos atos antidemocráticos, nos quais
grupos de caminhoneiros, insatisfeitos com o resultado do pleito, passaram a
bloquear o tráfego em diversas rodovias do país, em modus operandi semelhante
ao verificado nos Feriados da Independência de 2021 e 2022. No bojo de tal
petição, o relator, ministro Alexandre de Moraes, determinou o bloqueio de
contas bancárias de dez pessoas e 33 empresas diante da possibilidade de
financiamento de 'atos ilícitos e antidemocráticos' que bloquearam rodovias em
todo o País após a derrota do presidente Jair Bolsonaro nas urnas.
Pimenta.blog.br - Quem for à 13ª Feira da
Agricultura Familiar e Economia Solidária, em Salvador, poderá experimentar
cerveja artesanal que remete ao melhor da cultura cacaueira sul-baiana. Durante
o evento na capital baiana, o público vai conhecer a Cabruca Mel de Cacau,
lançada pela Cooperativa de Serviços Sustentáveis (Coopessba), de Ilhéus.
Segundo Carine Assunção, da Copessba, a cerveja é
leve e saborizada com o néctar – mel – que escorre do cacau após a quebra. A
cerveja é uma Catharina Sour, primeiro estilo brasileiro de cerveja a ser
reconhecido pelo BJCP (Beer Judge Certification Program), uma organização dos
Estados Unidos que atua como um programa de certificações e guia de estilos de
cervejas.
Para a dirigente, a Cabruca de Mel de Cacau é o
equilíbrio entre mata atlântica e praia. “Uma cerveja super refrescante que tem
tudo a ver com nosso verão, com nosso calor. É cítrica e tem uma personalidade
forte que dialoga com nossos produtos, que remete ao cacau do sul da Bahia. Ao
abrir a lata, você sente o aroma do mel do cacau”.
Para Carine, a expectativa é de fazer bonito na 13ª
Feira Baiana da Agricultura Familiar. “A Feira da Agricultura Familiar é uma
feira que traz muitas expectativas entre nós produtores, pois é específica pra
gente, que levamos toda a diversidade para a capital ver o que a Bahia produz
com qualidade”.
A Feira vai até dia 18, no Parque Costa Azul, na
capital baiana. Por lá, o público poderá conferir o melhor da agricultura
familiar do maior estado do Nordeste. A Copessba leva, além da cerveja,
produtos derivados do cacau, a exemplo de chocolate com 50% a 80% de cacau.
Priskas Eras
Pensamento do Dia
Charge do Dia
Publicação simultânea:
correioitajuipense.blogspot.com – academiaalcooldeitajuipe.blogspot.com e
correioitajuipensedenoticias.blogspot.com - Ponto final! *Redação o Bolso
do Alfaiate.