Prelúdio para encantar a exaltação
“Praeludium!”, a minha alma se
regozija,
Rasgo-me, o silêncio não me
cala,
Cedo as palavras que me limitam,
abro
A palma da mão, resigno-me sem
lamentos,
Te exalto entre os cantos das
sereias e
A cítara de Orfeu.
O prelúdio da vida a dois já não
nos
Sufocam, transbordamos o mundo
mais
Uma vez diáfano, com leveza,
banho-me
Para a purificação do ébano, não
sou
Planta nobre, apenas um jovem
mancebo
contando as estrelas
desaparecidas desde
os tempos de outrora.
Evoco almas, os sentimentos puros
agora
Não tem peso material, sou leve
como plumas, o
Empo urge, a emoção toma conta
da luz,
Te exalto, a minha voz já não chega
a ti, o riso
Ressoa, os ventos nos espalham,
somos apenas
Pós-lúdio sem exaltação.
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