alhos & bugalho
Chuva melhora cenário para lavouras de cacau, mas
clima segue no radar
Precipitações esparsas em Costa do Marfim e Gana reduzem a pressão sobre as lavouras, mas déficit de umidade ainda permanece no radar do mercado
As chuvas
voltaram a algumas das principais áreas produtoras de cacau da Costa do Marfim
e de Gana nesta semana, reduzindo temporariamente as preocupações com o avanço
de uma condição mais seca na África Ocidental. Dados meteorológicos recentes
apontam, no entanto, que os volumes ainda são insuficientes para recompor
completamente o déficit de umidade acumulado nas lavouras.
A atualização
climática ganha importância em um momento em que o mercado acompanha de perto
os efeitos potenciais do El Niño sobre a próxima safra. Previsões recentes
indicam a possibilidade de um episódio forte do fenômeno, capaz de alterar os
padrões de chuva em regiões produtoras de commodities tropicais.
Segundo a
análise climática, imagens de satélite indicam chuvas esparsas sobre áreas
produtoras de Costa do Marfim e Gana, com novas precipitações previstas para a
próxima semana.
Embora o
retorno das chuvas represente uma melhora no cenário de curto prazo, a
avaliação meteorológica indica que serão necessários volumes mais consistentes
nas próximas semanas para que as condições de umidade do solo sejam
efetivamente recuperadas.
Para o mercado, a mudança representa inicialmente um fator de viés
baixista, já que reduz parte do prêmio climático que vinha sendo incorporado
aos preços diante do risco de uma deterioração das condições de cultivo.
Isso não
significa, porém, que o risco relacionado ao clima esteja encerrado. Caso as
próximas semanas apresentem novamente chuvas irregulares ou abaixo do
necessário, o déficit de umidade poderá voltar a ganhar relevância na formação
dos preços.
A questão é
especialmente importante porque a Costa do Marfim e Gana concentram uma parcela
significativa da produção mundial de cacau. Em julho, o regulador ganês já
havia projetado uma queda de pelo menos 16% na produção de Gana na temporada
2026/27, citando efeitos climáticos, ciclo natural das plantas e doenças entre
os fatores envolvidos.
Enquanto o
mercado monitora o clima, a Costa do Marfim já registra movimentação da nova
safra.
Dados
divulgados pelo Conselho do Café e do Cacau (CCC) indicam que cerca de 26 mil
toneladas de cacau foram compradas de produtores entre 7 e 13 de setembro, na
segunda semana da temporada 2026/27. Os negócios ocorreram pelo preço garantido
de 1.200 francos CFA por quilo.
Dados de
mercado também apontaram aproximadamente 26,8 mil toneladas em chegadas aos
portos entre 1º e 13 de setembro, sinalizando o início gradual do fluxo da nova
temporada.
O volume
ocorre após o início antecipado da contabilização da temporada em setembro. No
ciclo anterior, a temporada comercial começou em outubro, tornando a comparação
direta entre os períodos mais limitada.
Ainda assim, o comportamento das chegadas nas próximas semanas será
um indicador importante para avaliar a velocidade de entrada da nova safra e as
condições efetivas de oferta. Fonte:
mercadodocacau
LULA REAJUSTA
BENEFÍCIO DO BOLSA FAMÍLIA EM 15%; VALOR MÍNIMO SALTA PARA R$ 691
O benefício pago
pelo programa Bolsa Família será reajustado em 15%. O aumento corresponde à
variação inflacionária registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.
Com isso, o valor mínimo
do benefício ficará em R$ 691. Já o valor médio pago chegará a R$ 777.
A atualização dos valores
está prevista na legislação do Bolsa Família e busca preservar o poder de
compra das famílias beneficiárias, de acordo com o governo.
O decreto que reajusta os
valores foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta
quinta-feira (17) e publicado em edição extra do Diário Oficial da União. Ele
entra em vigor na data da publicação, mas produzirá efeitos financeiros a
partir de 1º de outubro.
O decreto eleva, de cerca
de R$ 600, para R$ 691 o valor mínimo garantido às famílias beneficiárias.
Também reajusta para R$ 164 o Benefício de Renda de Cidadania, pago por
integrante da família; para R$ 173 o Benefício Primeira Infância; e para R$ 58
o Benefício Variável Familiar.
Durante a
cerimônia de assinatura do decreto, no Palácio do Planalto, o secretário-executivo
do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, informou que a correção teve como
referência a inflação acumulada de 15,04% medida pelo INPC no período.
Segundo Moretti, a
atualização busca preservar o poder de compra das famílias beneficiárias. Pelos
cálculos apresentados pelo governo, o benefício médio do programa passará de R$
675 para R$ 777, uma elevação nominal próxima de R$ 100 por família.
RENDA E
SEGURANÇA ALIMENTAR
Também durante a
solenidade, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a reposição dos
valores busca evitar perdas provocadas pela inflação e, dessa forma, garantir
que as famílias mais vulneráveis não enfrentem insegurança alimentar.
Durigan também apresentou
projeções para 2027. Segundo ele, o programa deverá representar entre 1,2% e
1,25% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo do patamar de cerca de 1,5%
observado na transição entre 2022 e 2023.
PF pediu busca contra ACM Neto para
investigar desvios; Nunes Marques negou
A Polícia Federal pediu uma busca e apreensão sobre o candidato a governador da Bahia ACM Neto (União Brasil) em operação deflagrada hoje, mas a medida foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal). As informações são da coluna de Natália Portinari, no Uol.
ACM Neto é investigado sob suspeita de ter indicado um secretário para a prefeitura de Belo Horizonte para selecionar empresários em licitações públicas em que, depois, haveria um retorno em forma de propina.
A PF apura a influência do União Brasil sobre indicações em troca de retornos ilícitos em contratações públicas. ACM Neto é vice-presidente nacional do partido.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) havia dado um parecer favorável à busca e apreensão em Neto, mas o ministro Nunes Marques considerou que não havia base legal para a medida.
Até o momento, ACM Neto ainda não se
pronunciou.
Crise: equipe de produção de ACM Neto pede demissão coletiva a 19
dias da eleição
A campanha de ACM Neto (União Brasil) sofreu uma baixa importante na última terça-feira (15).
Segundo apuração do Política ao Vivo, todos os integrantes da equipe de produção
pediram demissão coletiva.
A crise começou após uma produtora ser demitida. Em solidariedade à profissional, os demais produtores decidiram deixar a campanha, provocando um desfalque em uma área essencial para a campanha.
Com a saída coletiva, ACM Neto ficou sem produtores responsáveis
pela preparação e execução da agenda de campanha. O problema ocorre justamente
na reta final, quando cresce o número de viagens, caminhadas, carreatas e
comícios.
Até a publicação desta matéria, a campanha de ACM Neto não havia
se pronunciado sobre as demissões.


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