segunda-feira, 3 de outubro de 2011


DO PÚBLICO AO PRIVADO


MARIA ALICE DE VOLTA AO PALÁCIO I
Maria Alice volta à Prefeitura para comandar a articulação política
Nesta quinta-feira (29), finalmente Maria Alice Araújo é nomeada e toma posse no cargo de Assessora de Articulação Política. Não foi uma operação simples trazer a conhecida Dama de Ferro ao centro das operações políticas oficial da Prefeitura de Itabuna. Os motivos foram os mais variados, a começar pelo temor da concorrência do núcleo do gabinete do prefeito, comandado por Joelma Reis e Soldado Pinheiro, que detestam sombra.
Apesar da falta de comando do prefeito Azevedo, capitão da Polícia Militar, o festival de besteiras cometidas pela dupla em relação à política e à administração falaram mais alto e o veto à nomeação de Maria Alice foi para o espaço e o decreto, finalmente, saiu da gaveta. Alice terá muito trabalho pela frente, principalmente para domar a dupla que hoje domina as ações e a agenda do pusilânime prefeito.
MARIA ALICE DE VOLTA AO PALÁCIO II
De início, ao “arriar as malas” e tomar pé da situação, Maria Alice terá que tomar todas as precauções e, por certo, mudar a forma de relacionamento entre os vereadores e a prefeitura. Atualmente, essa relação é considerada por demais promíscua, tanto assim que as audiências com eles são marcadas em horários totalmente fora do expediente normal da prefeitura.
Com a experiência adquirida em muitos anos em cargos de linha de frente, Alice tomará todos os cuidados para evitar as “cascas de banana” que por certo serão colocadas no seu caminho pela desastrada dupla de articuladores. Além de lidar com as víboras externas, a assessora vai ter que dar uma arrumação no serpentário municipal, coisa de que deve “tirar de letra”.
CÂMARA DE ITABUNA CONTINUA A MESMA
A Câmara continua com os mesmos defeitos e vícios de sempre
Apesar de ter passado por uma auditoria e ser investigada pela Polícia Federal, dentre outros órgãos oficiais, a Câmara de Itabuna continua a mesma, praticando os mesmos vícios, os mesmos desmandos. O que mudou foi somente a direção, com a saída de um grupo e a entrada de outro, mantendo alguns membros do grupo anterior pelo sistema de cooptação.
Recentemente, o atual grupo de mantem a soberania sobre os recursos da Câmara, rachou, literalmente. O motivo: o mesmo de sempre – as benesses concedidas com o rico dinheiro do pobre contribuinte. Para ficar só num dos desmandos, a turma apaniguada conta agora com mais assessores de gabinete do que os vereadores considerados “pés-duros”, ou “inimigos do rei”.
Há tempos em que alguns assessores reclamam de ter que pagar um “dizimo” de 50% (se é que pode…) para os seus “padrinhos”.
WAGNER SÓ PENSA NAQUILO…
O governador baiano vem demonstrando psicose para a construção de pontes. Em Ilhéus prometeu construir uma segunda ponte ligando o centro da cidade ao bairro do Pontal. Não começou construir, mas alimenta a ideia de que ela vai sair. Para manter sua ideia fixa, garante (tem gente que não admite garantia de político) e prometeu outra, esta bem maior, ligando Salvador à ilha de Itaparica.
O projeto básico da ponte de Itaparica, como está sendo chamada mostra o equipamento com aproximadamente 12 quilômetros de extensão, seis faixas de tráfego, duas pistas de acostamento e um trecho móvel, com largura de 160 metros. A ponte deverá ser iniciada em 2014 e concluída em 2018. As intervenções têm investimentos estimados em até R$ 7 bilhões.
PROJETO PREVÊ VÁRIAS FONTES
Os recursos serão dos governos federal e estadual e da iniciativa privada. A previsão é que as obras comecem por Salvador, entre o berço do terminal de São Joaquim e a área de ampliação do porto, chegando à Gameleira, em Vera Cruz. O objetivo é garantir maiores condições de mobilidade e segurança a todos que trafegarem pela via.
O projeto prevê que o espaçamento entre as pilastras de sustentação da obra deve ser de 250 metros. Haverá um vão central, de espaçamento de 700 metros de largura e 70 metros de altura, utilizado para a passagem de embarcações destinadas aos portos de Salvador e Aratu, e uma profundidade de 25 metros, que possibilitará o atracamento de embarcações, a exemplo de navios.
Já a ponte de Ilhéus, bem menor, o governador nem dá notícia.
MOVIMENTO PELA FICHA LIMPA I
A diretora do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, Jovita José Rosa, entregou ao coordenador da Frente Parlamentar Mista de Combate à Corrupção, deputado Francisco Praciano (PT-AM), uma carta, endereçada à presidente Dilma Rousseff, pedindo que seja indicado para o Supremo Tribunal Federal (STF) um ministro que esteja compromissado com a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10).
A presidente da República deverá indicar nas próximas semanas um substituto para a vaga aberta com a aposentadoria da ex-ministra Ellen Gracie. A lei busca barrar a candidatura de políticos que respondam a processos judiciais. O STF, no entanto, ainda julgará a constitucionalidade da lei.
MOVIMENTO PELA FICHA LIMPA II
Os opositores da Ficha Limpa afirmam que a norma contraria o princípio de que as pessoas devem ser consideradas inocentes até que haja um julgamento judicial definitivo. Para Jovita, contudo, a lei não está impondo uma pena. Na abertura do ato, Francisco Praciano disse que existem cerca de 160 projetos em tramitação no Congresso Nacional sobre o assunto. Para o parlamentar, a lentidão com que essas propostas são analisadas é inexplicável.
Também presente, o coordenador da Frente Parlamentar pelo Voto Aberto, deputado Ivan Valente, (Psol-SP), lembrou que a corrupção não é um problema apenas da classe política. Ele defendeu o financiamento público das campanhas eleitorais como forma de combater os corruptores. “Se as pessoas precisam entender que, enquanto houver financiamento privado e o poder econômico interferir no processo eleitoral, haverá uma corrupção brutal. Não adianta se queixar depois”, declarou.
PMDB, A “NOIVA DA VEZ”
Os diretórios dos partidos políticos de Itabuna parecem que não estão levando o velho Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) a sério. Apesar da festa realizada para filiar dezenas de militantes e pré-candidatos a vereador, todo mundo quer o PMDB como coligado e oferecem a oportunidade da direção do partido a indicar o candidato a vice-prefeito.
Ao que parece, a renúncia do ex-candidato a prefeito pelo PMDB na eleição passada, Capitão Fábio, contaminou o partido. Esse, talvez, deve ser o motivo dos convites feitos insistentemente pelas agremiações concorrentes, o que já causando uma série de aborrecimentos da direção, que promete levar a sério a apresentação de candidatura própria.
NAMORO SÓ PRA CASAR
O presidente estadual do PMDB, deputado federal Lúcio Vieira Lima, diante de tantos convites para o partido indicar um vice, garantiu que o PMDB quer casar, sim, mas nega a condição de “noivinha dos demais partidos”, ressaltando o poder que sua agremiação possui numa campanha eleitoral. Segundo Lúcio, o PMDB tem em seu portfólio um vasto tempo para a propaganda de rádio e TV, militantes históricos com muita disposição e capacidade para ganhar uma eleição.
Nesse caso, o presidente estadual peemedebista aponta que a condição do partido é de titular e não de coadjuvante, haja vista os pré-candidatos existentes, políticos reconhecidos pela qualidade e comportamento ético. Um desses pretendentes é o médico e ex-deputado Renato Costa, que tem realizado um trabalho profícuo na campanha de atração e filiação de lideranças e pré-candidatos.
A SUBIDA DE DILMA
De acordo com uma pesquisa realizada pela CNI/Ibope, a o Governo da presidenta Dilma passa dos 51% de aprovação. Até aí nenhuma novidade, não fosse a leitura detalhada da pesquisa. Nas regiões Norte e Nordeste, o percentual de aceitação passa dos 70%, como era de esperar, tendo em vista a crescente lista de beneficiados do Bolsa Família, com valores ainda maiores.
A novidade mesmo ficou por conta dos resultados obtidos nas regiões Sul e Sudeste, cujos índices eram pífios, em muitos lugares. A razão para esse crescimento, no entender dos analistas, é a faxina feita pela presidenta Dilma, mesmo em escala menor. A caça aos  corruptos é um dos temas que mais agrada aos brasileiros, cansados de pagar uma pesada carga tributária e não ter a contraprestação no mesmo nível.
MERCADO DE CARNE, A VERGONHA DE ITABUNA
Em Vitória da Conquista a carne é comercializada de forma correta
A Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) vai lançar na segunda-feira (3), às 9 horas, em seu auditório, o Projeto de Implantação de Entrepostos Frigoríficos. Trata-se de uma importante ação visando combater o abate clandestino de carnes no Estado, que vai permitir a oferta ao consumidor de produtos de qualidade processados por matadouros inspecionados, e estruturar toda a cadeia produtiva da carne na Bahia.
Elaborado pela Seagri e a Agência Estadual de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), viabiliza um modelo padrão de planta frigorífica – utilizando uma moderna tecnologia: a construção modular das instalações -, que atenderá a demanda de municípios localizados em pontos estratégicos do Estado. Em Itabuna, a Portaria 304 do Ministério da Agricultura é ignorada pela prefeitura, que permite a comercialização de carne sem procedência e sem os cuidados com a refrigeração, causando prejuízos à saúde da população.
GALO QUER POLÍTICA PARA A PESCA
O deputado Marcelino Galo defende política de apoio à pesca na Bahia
A criação de uma política global de apoio à pesca na Bahia em parceria com o governo federal foi indicada ao governador Jaques Wagner pelo deputado Marcelino Galo (PT). Além de recursos federais, o petista sugere que sejam disponibilizadas também verbas do Estado para a criação de uma nova estrutura de gestão e a execução de diversos programas, como o ordenamento pesqueiro do Rio São Francisco em seus 1.200 quilômetros de extensão na Bahia, com estudo de sustentabilidade do estoque pesqueiro do rio.
Também no São Francisco, Galo, que é vice-líder do governo na Assembleia Legislativa, defende o repovoamento das espécies pouco exploradas nos maiores reservatórios, a exemplo de Sobradinho e Itaparica. Na indicação, Galo salienta o reordenamento dos principais estuários da Bahia, como os dos rios de Contas, Jequitinhonha, Jucuruçu, Pardo, Una, Buranhém e Real. Marcelino ainda quer a inclusão do produto da pesca artesanal na alimentação escolar e no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), ou seja, criar o “PAA-Pesca”, além da disponibilização de recursos estaduais a serem geridos pela Desenbahia para a constituição de Fundo de Aval para a pesca artesanal e de pequeno porte.
O VOLÚVEL SOLON
Eleito pela primeira vez, o vereador Solon Pinheiro não soube o que fazer na Câmara de Vereadores de Itabuna. Considerado um “peixe ensaboado”, se elegeu pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), mas nunca tomou qualquer atitude que justificasse afinidade com os tucanos.
De forma atabalhoada, a cada dia posa para foto com representante de partidos diferentes. Faz acordo com o prefeito (DEM) em troca de cargos; telefona para o deputado ACM Neto (DEM); faz juras de amor ao PMDB de Geddel; e, de vem em quando, diz até que é amigo do deputado federal Antônio Imabassahy, ex-presidente do PSDB.
BOA NOTÍCIA
O relator da Medida Provisória (MP) 540/11, deputado Renato Molling (PP-RS), está negociando com o governo a redução das alíquotas e a ampliação do prazo de vigência da desoneração da folha de salários, um dos principais pontos do texto encaminhado pelo Executivo. A MP, que tranca a pauta do Plenário da Câmara, autoriza as indústrias de móveis, de confecções e de artefatos de couro a substituir a tradicional contribuição previdenciária, equivalente a 20% da folha salarial, por uma contribuição de 1,5% da receita bruta. No caso das empresas de tecnologia da informação e comunicação (TIC), a alíquota é de 2,5%. A medida entra em vigor em dezembro e vigora até 31 de dezembro de 2012.
Molling recebeu dados dos setores beneficiados com a desoneração que mostrariam dificuldade para cumprir a alíquota de 1,5%. A indústria moveleira, por exemplo, afirma que só consegue suportar uma incidência de 0,75% do faturamento. A área têxtil e de confecções só poderia chegar a 1%. No setor de TCI, alguns segmentos argumentam que a contribuição de 2,5% representa uma carga maior do que a atualmente paga. Esse setor abrange empresas tão diferentes como de programação, processamento de dados, consultoria, suporte técnico e outros.
CONTAM POR AÍ…
No segundo período dos anos 80 da década passada, comandava o trânsito de Itabuna José Nilton Azevedo (não lembro qual a patente, se sargento ou tenente), famoso por realizar blitzen, principalmente para retirar os carros estacionados nas calçadas e estacionar em locais proibidos, fatos que hoje não mais lhe preocupam.
Era prefeito de Itabuna, Ubaldo Dantas, responsável pela transformação da cidade num canteiro de obras (não era chavão, era verdade), implantando saneamento básico, abrindo corredores de tráfego entre os bairros, pavimentando ruas e avenidas. Para fazer frentes às despesas, uma grande soma de investimentos foi prospectada junto ao Governo Federal, grande parte a fundo perdido.
E Itabuna começou a vivenciar um período de prosperidade no comércio, na indústria, enfim, a economia estava a mil por hora. As concessionárias batiam recordes de vendas de carros, que enchiam as ruas de Itabuna, complicando o trânsito em toda a cidade.
Àquela época, ao abordar um motorista infrator, o policial de trânsito ainda tinha que conviver com a arrogância dos “coronéis do cacau” (comércio e indústria, também) e as vigorosas carteiradas do tipo “sabe com quem está falando?”.
Parte das reclamações dos motoristas era em função do trânsito caótico, com muitas obras e poucos locais para estacionamento, com isso, eles acreditavam que poderiam trafegar na contramão, dentre outras arbitrariedades.
Para resolver esse problema, os engenheiros e arquitetos da Prefeitura, comandados pelo secretário Ronald Kalid, realizaram um amplo estudo sobre o tráfego e a mobilidade urbana em Itabuna, incluindo o sistema de transporte coletivo, interligando o centro e os diversos bairros num só sistema.
Na implantação das mudanças de responsabilidade do município tudo corria bem, sem dificuldades, mas o sistema de trânsito da Itabuna era da competência do Governo do Estado, o que dificultava a introdução do novo sistema, em conformidade com o diagnóstico e as soluções apontadas.
Foi aí que o prefeito Ubaldo Dantas mandou chamar Azevedo à prefeitura e, após uma preleção sobre os estudos que estavam sendo feitos disse a Azevedo:
– Pois é, Azevedo, fique sabendo que quem conhece de trânsito são os arquitetos e engenheiros e não policiais, que estão ali para impor respeito e multar os infratores. Converse com seus chefes, e se eles concordarem poderemos implantar, juntos, as mudanças propostas pelos técnicos para o trânsito de Itabuna – propôs o prefeito.
Como as autoridades do Estado concordaram, mesmo sem a assinatura de um convênio formal, o Município e o Estado trabalharam em parceria e realizaram uma profunda mudança no caótico trânsito da cidade.
Para o bem de Itabuna, seria satisfatório que o atual prefeito, Capitão Azevedo, lembrasse dessa passagem de sua vida e tivesse, hoje, a humildade que teve à época, para tornar o trânsito possível e Itabuna uma cidade melhor para se viver. É só querer.

BAHIA, MÃE OU MADRASTA?

Walmir Rosário
As críticas feitas recentemente pelo vereador ilheense Paulo Carqueija (PT) ao governador Jaques Wagner representou um grito de liberdade em cada um dos baianos, especialmente nos sul-baianos, cansados de esperar o cumprimento das promessas da autoridade estadual. A censura imposta ao governador pelo petista no plenário da Câmara de Vereadores de Ilhéus, pela segunda vez, demonstra o quadro de descaso que os ocupantes do poder executivo – geralmente da Bahia do Norte – nutrem pelos moradores da Bahia do Sul.
Em parte, têm razão. Agem como os colonizadores portugueses em relação ao Brasil, sugando todas as nossas riquezas sem a menor preocupação de ao menos nos tapear com as migalhas que por ventura caia da mesa de banquete, tudo com nossa permissão histórica. A exemplo do que fez o reino de Portugal, a cada dia querem levar “nosso ouro” com toda a volúpia, sem nos conceder o direito de usufruir de parte das riquezas aqui produzidas.
Aqui, nos acostumamos a abrir mão dos nossos direitos, de nossa soberania em troca de simples miçangas, espelhinhos e outras bugigangas. Sempre nos bastou o sorriso fácil dos soteropolitanos ou de interioranos emergentes para consideramos nossos amigos, nossos protetores na capital do estado. A cada governo – não importando o partido –, as promessas eram repetidas e enriquecidas com novas, talhadas para não serem cumpridas.
De início, abrimos mão do poder político, entregando-o, de mãos beijadas, às pessoas ditas mais preparadas e de fácil trânsito junto ao governador, presidente da República, senadores e deputados. Claro, já detínhamos o poder econômico, precisávamos plantar e cuidar das nossas roças de cacau, enriquecer  mais. Nosso compromisso era comprar sobrados e apartamentos no “Corredor da Vitória”, em Salvador; em Copacabana, no Rio de Janeiro; então capital federal, mandar os filhos estudarem para ser doutor.
Aqui, ricos como éramos, dispensávamos o poder do Estado para implantar a infraestrutura e investíamos na implantação da eletricidade – no campo e na cidade –, e cansados com pachorrenta viagem no trem de ferro, criamos uma empresa de sociedade anônima, a “Companhia Viação Sul Baiano S.A”, para construir a estrada Ilhéus-Itabuna e  viajar de ônibus, as modernas marinetes que tanto sucesso faziam nas capitais brasileiras.
Mas passamos por períodos de dificuldades em nossa maior matriz econômica, a cacauicultura, atividade por demais rendosa, que com a mesma facilidade que produzia riqueza e “coronéis”, proporcionava a pobreza de consciência e a submissão aos mais poderosos. Àquela época, nos sentíamos orgulhosos de, com o dinheiro dos impostos do cacau, uma atividade econômica primária por excelência, financiarmos o parque industrial de São Paulo.
Se as riquezas aqui produzidas eram utilizadas em nível federal, gerando divisas internas e externas, dentro da Bahia reinávamos absolutos na arrecadação de impostos, agindo como a maior região contribuinte para o erário estadual. E os registros históricos demonstram que a máquina arrecadadora do Estado se preocupava apenas com os meses subsequentes à colheita da safra principal e temporã.
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PF investiga compra de votos

PUBLICADO POR TAHAN MACHADO itajuipeonline
A Polícia Federal (PF) de Ilhéus vai intimar a depor todos os envolvidos no esquema de compra de votos nas eleições de Itajuípe, no Sul do estado. A delegada Lívia Drumond pretende analisar, a partir de hoje, as gravações que flagraram o crime eleitoral no distrito de União Queimada e, em seguida, vai abrir inquérito para investigar o caso. O esquema de compra de votos, que envolveu os deputados eleitos pelo PDT Félix Júnior (federal) e Paulo Câmera (estadual), além do ex-prefeito de Itajuípe Paulo Martinho, foi denunciado pelo CORREIO no último dia 13.
As gravações feitas com uma câmera escondida mostram que partidários dos dois candidatos compraram dezenas de votos de moradores por R$ 50 cada.
A delegada disse que vai ouvir não só os políticos, mas também os responsáveis por agenciar, fiscalizar e pagar os eleitores. São eles: Reinaldo Félix, o Nadinho, Orlandy Santos Almeida, o Taffarel (foto), e uma mulher identificada como Shirlei. Todos os eleitores aliciados, acusados de venderem os votos, e que assinam uma lista com 30 nomes também serão convocados a depor.
Filmagens “Quem aparece na gravação vai ser identificado e chamado para ser ouvido”, garantiu Lívia Drumond. As mais de seis horas de filmagens serão ainda encaminhadas para perícia na capital baiana.
As provas materiais, diz a delegada, podem fazer a diferença em apenas mais uma das diversas denúncias de compra de votos na região. “Toda eleição chega muita coisa pra gente. Muita denúncia por compra de votos. Mas dessa vez temos uma prova”.
Nos vídeos, Tafarel aparece pagando eleitores e apontando em quais candidatos as pessoas deveriam votar em troca do dinheiro. “É esse aqui, ó. É 12.580 Paulo Câmera e 1.234 Félix Júnior”, ensina ele em uma das cenas. “Aqui cada um consegue dois votos. Eu dou R$ 50 pra votar e ele consegue um da família”, acrescentou ele.
negociação Nadinho usou a sua própria  casa como local de negociação e pagamento dos votos. “Foi passado pra mim 30 pessoas pra ‘trabalhar’. Pagar R$ 50 hoje após encerrar a votação. Tô aqui com a numeração de todos os títulos. É trabalho sério. O investimento do deputado é alto”, afirmou.
A todo momento, os envolvidos apontam “Dr. Paulo” (Paulo Martinho) como peça-chave.
O esquema deu frutos. No Boletim de Urna da 68ª seção eleitoral, a única de União Queimada, os dois candidatos foram disparados os mais votados. Félix com 98 votos e Câmera com 53. “Fomos os mais bem votados. Sinal que trabalhamos certinho”, afirma Nadinho nas gravações. Os eleitores comemoraram. “Fico feliz. Em 2012 tamos aí”.
Se comprovado o envolvimento dos políticos citados, eles poderão ter seus mandatos cassados, além de cumprirem pena de quatro anos de reclusão por crimes de corrupção e boca de urna, previstos no Código Eleitoral.
Para o procurador regional eleitoral, Sidney Madruga, as filmagens não deixam dúvidas quanto ao envolvimento de Nadinho e Tafarel. Quanto  à participação dos deputados e do ex-prefeito, afirma que só poderá ser confirmada depois de uma investigação mais profunda.
Eleitos evitam falar sobre as acusações
Os deputados eleitos Félix Júnior e Paulo Câmera preferiram não comentar sobre os esclarecimentos que terão de prestar à polícia sobre acusações de compra de votos. Câmera disse que sequer analisou as imagens em que partidários seus aparecem citando seu nome como um dos responsáveis pela compra dos eleitores. “Vou esperar os procedimentos legais. Tomei conhecimento disso pelo CORREIO. Por meio de sua assessoria, Félix Júnior informou que “aguarda com tranquilidade a convocação da polícia”. Adiantou que insistirá na versão de que as gravações não passam de uma armação de adversários políticos.
Procurador estranha a demora da PF
Ao saber da demora para instauração do inquérito que já teria sido enviado pelo Ministério Público Estadual  (MPE) no dia 13 deste mês, o procurador regional eleitoral, Sidney Pessoa Madruga da Silva, se mostrou surpreso com o atraso. “Um caso grave como esse? O inquérito já era para ter sido instaurado há muito tempo. Vou cobrar da Polícia Federal explicações sobre isso”. Segundo Madruga, esses casos rumorosos teriam que ser  priorizados. “É realmente estranha essa demora”.
Ele informou que, enquanto a PF investiga e ouve os envolvidos, o MPE pode pedir novas diligências. Se condenados, embora não haja mais tempo para terem as candidaturas impugnadas, nas próximas eleições eles já responderiam de acordo com a nova Lei da Ficha Limpa, o que os impede de se eleger pelos próximos oito anos.
Fonte: O  Correio da Bahia

Hipóteses sobre o futuro do jornalismo

2/10/2011 7:53,  Por Blog do Miro

No momento em que lançamos um novo programa para ampliar nossa rede de colaboradores, queremos compartilhar um pouco mais profundamente nossas visões sobre os rumos do
internet
internet abre um novo universo de informações
jornalismo, na era das redes. Pensamos que a comunicação comercial de massas deixou, por diversas razões, de cumprir o papel destacado que desempenhava na democracia – também ela em crise, aliás. Porém, imaginamos que este papel – examinar e relatar realidades sociais complexas, de modo compreensível e atraente, no tempo em que ainda é possível interferir sobre o desfecho dos acontecimentos – pode ser exercido por outros atores.
Acreditamos na força da comunicação compartilhada. Se o futuro dainternet está em aberto e em disputa (esta é uma das encruzilhadas mais importantes de nossa época…), é porque a rede foi apropriada, também, pelo ser humano, em seu desejo de multiplicar conexões diretas, sem a intermediação de grandes estruturas empresariais ou burocráticas. Esta libertação se dá em múltiplos terrenos.
Nas comunicações, está ruindo a crença castradora que associava “verdade” ao que “saiu no jornal” – e, portanto, elevava um pequeno oligopólio de empresas à condição de narradoras exclusivas de nosso presente.
Todos podemos assumir este papel. O universo de informações que circula na internet é infinitamente mais vasto e mais rico do que o que está nas tevês, revistas e jornais. Os blogs e redes sociais revalorizaram a narrativa sobre a vida social. Mas foram muito além disso. Tornou-se possível encontrar, na rede, informação relevante sobre qualquer tema com peso na construção do futuro coletivo. Do novo Código Florestal brasileiro às descobertas e polêmicas sobre a velocidade dos neutrinos. Das alternativas diante da crise financeira internacional à discussão sobre o que fazer com as reservas de petróleo brasileiras no pré-sal. Do questionamento às patentes farmacêuticas à multiplicação de iniciativas ligadas à cultura das periferias, ou aos coletivos voltados à arte questionadora.
Neste universo ultra-expandido, o jornalismo precisa encontrar um novo sentido. Já não lhe cabe nenhuma exclusividade na narração da vida. Mas ele pode articular a informação disponível – reunindo, reprocessando e valorizando a infinidade de dados que circulam pela rede e passam quase sempre despercebidos.
Num mundo de tempos cada vez mais exíguos, os seres humanos não podem conhecer sequer uma ínfima fração das novas informações disponíveis. Surge o conhecido paradoxo do caos comunicativo. Há hiperabundância de dados sobre todos os fatos – porém, é cada vez mais difícil estabelecer bases comuns para dialogar e interferir sobre eles.
Um novo jornalismo não terá a pretensão de organizar este universo infinito e em permanente expansão – mas, sim, pode oferecer narrativas capazes de sensibilizar e dialogar com públicos específicos. Outras Palavrasquer cumprir um papel neste cenário.
Antonio Martins é jornalista integrante da Associação Outras Palavras (ponto de cultura, jornalismo e mídias livres) e membro do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial.

DEM e PPS disputam mandatos com o PSD na Justiça

2/10/2011 0:16,  Por Redação, com ABr - de Brasília

mandatos
Demóstenes Torres tenta articular uma ação contra os parlamentares que debandaram para o PSD
Os futuros filiados do Partido Social Democráticos (PSD) com mandatoseletivos correm o risco de perder os cargos com a migração para a nova legenda. Essa é a interpretação de líderes do DEM e do PPS, partidos mais ameaçados de sofrer baixas em seus quadros em conseqüência da criação do PSD, cujo registro nacional foi aprovado na última terça-feira pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No entanto, os articuladores da nova sigla não se mostram muito preocupados com essa possibilidade.
Duas hipóteses para a perda de mandato estão sendo levantadas pelas lideranças do DEM e do PPS. A primeira delas parte de pedido de esclarecimento feito ao TSE sobre a migração a partir da criação de um novo partido. Segundo o líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO), o tribunal já informou que só está livre de perder o cargo quem participou da fundação da nova sigla ou atuou para isso.
– É considerado fundador quem assinou a ata de fundação do partido. Quem atuou para a fundação são aqueles que anunciaram antes do registro que estavam no novo partido. Quem anunciou depois foi por oportunismo – disse o senador. O DEM, partido que deve perde o maior número de parlamentares com a criação do PSD, estuda usar esse argumento para requerer na Justiça os mandatos daqueles que deixarem a legenda aproveitando a chance de migração.
A segunda hipótese para a perda do mandato é levantada pelo PPS, que ajuizou ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contestando a resolução do TSE que permite a troca de partido sem perda do cargo. Para o partido, quem migrar agora para o PSD não poderá alegar que não tinha conhecimento sobre a contestação da constitucionalidade da resolução.
– A mudança só deveria ser permitida nos casos em que o partido desse causa à ruptura do vínculo de filiação. Esse entendimento leva à interpretação de que basta um detentor de mandato criar um partido para que ele consiga o que não lhe pertence, que é o mandato. Os parlamentares que forem para o novo partido têm todo o direito de fazê-lo, mas podem não levar os mandatos, conscientes que estão do sério risco que correm de perdê-los – argumentou o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP).
Aniversariantes da Semana

terça, 4 de outubro
Erê Produções EventosErê Produções Eventos
38 anos · 
quarta, 5 de outubro
M Lima SouzaM Lima Souza
52 anos · 
quinta, 6 de outubro
Aguinaldo Brito OliveiraAguinaldo Brito Oliveira
44 anos · 
sexta, 7 de outubro
Geraldo Maia Santos SantosGeraldo Maia Santos Santos
60 anos · 
domingo, 9 de outubro
Pedro CarlosPedro Carlos
Os Parabéns da Semana vão para ...



O grande Radialista J. Silva (Itabuna)








Com votos de felicidades da equipe do correioitajuipense.blogspot.com
O Evangelho do Dia
Segunda-feira da 27ª semana do Tempo Comum

Santo do dia : S. Francisco de Borja, presbítero, +1572,  Santos Veríssimo, Máxima e Júlia, mártires, +303,  Beatos André de Soveral, Ambrósio Francisco Ferro, presbíteros, e Mateus Moreira, mártires, +1645
image Saber mais sobre os Santos do dia

Leituras

Comentário ao Evangelho do dia feito por : Santo Efraim
Cristo vem em auxílio da humanidade ferida


Evangelho segundo S. Lucas 10,25-37. 
Naque
le tempo, levantou-se um doutor da Lei e perguntou a Jesus para O experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para possuir a vida eterna?»
Disse-lhe Jesus: «Que está escrito na Lei? Como lês?»
O outro respondeu: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo.»
Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem; faz isso e viverás.»
Mas ele, querendo justificar a pergunta feita, disse a Jesus: «E quem é o meu próximo?»
Tomando a palavra, Jesus respondeu: «Certo homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores que, depois de o despojarem e encherem de pancadas, o abandonaram, deixando o meio morto.
Por coincidência, descia por aquele caminho um sacerdote que, ao vê-lo, passou ao largo.
Do mesmo modo, também um levita passou por aquele lugar e, ao vê-lo, passou adiante.
Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele e, vendo-o, encheu-se de compaixão.
Aproximou-se, ligou-lhe as feridas, deitando nelas azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele.
No dia seguinte, tirando dois denários, deu-os ao estalajadeiro, dizendo: 'Trata bem dele e, o que gastares a mais, pagar-to-ei quando voltar.'
Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?»
Respondeu: «O que usou de misericórdia para com ele.» Jesus retorquiu: «Vai e faz tu também o mesmo.»
Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org

A Rede Municipal de Ensino de Itajuípe alcançou a maior nota de sua história no IDEB e registrou grandes avanços na valorização da educação e dos professores.

alhos & bugalho A Rede Municipal de Ensino de Itajuípe alcançou a maior nota de sua história no IDEB e registrou grandes avanços na va...