alhos & bugalhos
Sindicato paralisa agência do Bradesco em Itabuna após demissão de mais um bancário
Na manhã desta terça-feira, o Sindicato
dos Bancários realizou uma manifestação com paralisação das atividades na
agência do Bradesco em Itabuna. O protesto, que interrompeu o atendimento ao
público até as 11h, foi motivado pelo desligamento de mais um funcionário na
última quinta-feira — a terceira demissão do banco registrada na base do
sindicato apenas neste início de ano.
A indignação da categoria baseia-se no contraste entre os cortes e a saúde
financeira da instituição. O Bradesco registrou um lucro líquido recorrente de
R$ 24,652 bilhões em 2025 e as projeções para 2026 são ainda mais ambiciosas,
estimando um montante de R$ 27,5 bilhões.
• Mesmo com um retorno sobre patrimônio
(ROE) estimado em 15,5% e crescimento na carteira de crédito, o banco mantém um
plano agressivo de redução de custos.
• Agências: Entre junho de 2024 e junho de 2025, 342 agências foram fechadas.
Para 2026, a meta é encerrar entre 600 e 700 postos de atendimento adicionais.
• Empregos: Mais de 2.466 trabalhadores foram demitidos apenas em 2025.
• Impacto Regional: Na Bahia, ao menos 26 localidades já perderam suas agências
físicas, prejudicando o atendimento à população.
O Sindicato reforça que continuará a luta
para frear o ciclo de demissões e cobrar responsabilidade social de uma das
instituições financeiras mais lucrativas do país.
Rosemberg rebate críticas de ACM Neto e destaca avanços da agricultura familiar na Bahia
As declarações de ACM Neto contra a política agrícola do governo estadual provocaram reação imediata na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). O deputado estadual e líder do Governo Jerônimo Rodrigues no Parlamento baiano, Rosemberg Pinto (PT), contestou as críticas feitas à gestão estadual, afirmando que os números do setor demonstram exatamente o contrário do que foi apontado pelo pré-candidato.
“A Bahia lidera o país em agricultura
familiar, com mais de 593 mil propriedades, o que representa 77,8% dos
estabelecimentos rurais”, afirmou o parlamentar.
O líder governista destacou ainda que
mais de 2 milhões de pessoas vivem diretamente da atividade, reforçando seu
papel central na economia e na segurança alimentar do estado. “Em 2024, a
produção agrícola baiana cresceu 8,4% em valor, alcançando R$ 47,3 bilhões,
enquanto o cenário nacional registrou retração”, lembrou.
Para Rosemberg, esse avanço evidencia a
eficácia das políticas públicas adotadas pelo governo do Estado. “Os
financiamentos via Pronaf saltaram para R$ 4,8 bilhões na safra 2024/2025, com
um acumulado de R$ 12 bilhões na atual gestão”, destacou.
Programas como o Bahia Sem Fome e a
destinação integral dos recursos do PNAE para a agricultura familiar também
foram citados como iniciativas estruturantes.
O deputado afirmou ainda que as críticas
do ex-prefeito ignoram investimentos em assistência técnica,
agroindustrialização e infraestrutura, que já beneficiam milhares de famílias.
“Os dados comprovam que a agricultura
familiar não apenas é prioridade, como se consolidou como um dos pilares do
desenvolvimento econômico e social da Bahia”, comemorou Rosemberg.
DCE REPUDIA MENSAGENS RACISTAS EM MURAL NA UESC
Vândalos escreveram frases racistas no mural do
Pavilhão de Educação Física da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em
Ilhéus. As mensagens atingiram diretamente estudantes negros.
O crime veio a
público nesta segunda-feira (13), quando o Diretório Central dos Estudantes
Carlos Marighella reagiu e publicou nota de repúdio. O DCE também
formalizou denúncia à reitoria e à ouvidoria da Uesc, junto com o Centro
Acadêmico de Educação Física.
Na nota, o
Diretório classificou o caso como grave e afirmou: “É inadmissível que o
ambiente universitário seja palco para o racismo e o preconceito”. Também
cobrou providências e disse que “atos criminosos como este não serão tolerados”
e que a entidade exige “uma investigação rigorosa e a punição imediata dos
responsáveis”.
BAHIA ABRE INSCRIÇÕES PARA QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL NA AGRICULTURA FAMILIAR
O Governo da Bahia lançou um edital voltado à
qualificação profissional e à geração de renda na agricultura familiar. A
Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de
Desenvolvimento Rural (SDR), publicou o documento no Diário Oficial do Estado no sábado (11).
A iniciativa é
direcionada a organizações da sociedade civil interessadas em capacitar
beneficiários de cadeias produtivas nos territórios rurais. As formações devem
combinar atividades teóricas e práticas, com carga mínima de 8h, sendo 70% presencial
e 30% on-line.
O edital
também incentiva o fortalecimento das organizações sociais e o protagonismo
comunitário. As capacitações vão abordar diagnóstico participativo, elaboração
e execução de projetos sociais e políticas públicas de desenvolvimento
sustentável, com foco no combate à pobreza. O texto ainda prevê respeito às
culturas tradicionais e estímulo à participação de mulheres e jovens.
As propostas
podem ser enviadas pelos Correios até 29 de abril ou entregues presencialmente
na sede da CAR, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador, até 30 de
abril, das 8h30min às 17h30min. Informações estão disponíveis no site oficial
da CAR e pelo telefone (71) 3115-3936.
Tensões no Oriente Médio impulsionam petróleo,
enquanto cacau segue travado à espera das moagens globais
O avanço das tensões geopolíticas no Oriente Médio voltou a influenciar diretamente os mercados globais nesta semana, trazendo volatilidade tanto para as commodities energéticas quanto para ativos agrícolas. Os preços do petróleo retomaram o patamar acima de US$ 100 por barril, impulsionados pela escalada de incertezas envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o fluxo global de energia.
O movimento ocorre após o fracasso das
negociações de paz realizadas em Islamabad no último fim de semana. Em
resposta, o ex-presidente Donald
Trump intensificou o tom ao buscar restringir
o tráfego de e para portos iranianos, além de sinalizar o envio de forças
navais dos Estados Unidos para a região. Embora ainda não esteja claro se esse
novo capítulo comprometerá o cessar-fogo de duas semanas anunciado
anteriormente, o mercado já começa a reagir com maior aversão ao risco,
revertendo parte do alívio observado na semana passada.
No mercado de
cacau, por outro lado, o cenário segue marcado por uma consolidação técnica,
com os preços operando dentro de um intervalo limitado enquanto os agentes
aguardam os dados globais de moagem do primeiro trimestre, considerados
fundamentais para medir o real nível de demanda por derivados.
Na
última sexta-feira, o contrato de maio encerrou cotado a US$ 3.246 por
tonelada, registrando alta de US$ 84 no dia. A oscilação ficou entre a mínima
de US$ 3.162 e a máxima de US$ 3.261, com 20.139 negócios realizados e volume
total de 58.879 contratos. O interesse em aberto apresentou recuo de 1.179
posições, totalizando 198.547 contratos.
Do
lado da oferta, os estoques certificados monitorados pela ICE nos portos dos
Estados Unidos voltaram a subir de forma relevante, com acréscimo de 35.420
sacas, atingindo 2.540.983 sacas, o maior nível dos últimos dois anos. Esse
dado reforça a percepção de disponibilidade confortável no curto prazo, fator
que continua limitando movimentos mais consistentes de alta.
Os
indicadores técnicos também refletem esse equilíbrio momentâneo. O RSI (Índice
de Força Relativa) permanece na zona neutra, ao redor de 49%, indicando
ausência de direção clara no curto prazo. As resistências seguem posicionadas
entre US$ 3.350 e US$ 3.500, enquanto os suportes estão nas regiões de US$
3.000 e US$ 2.800.
O
mercado agora volta suas atenções para a divulgação das moagens do primeiro
trimestre, prevista para esta quinta-feira (16). Os números serão conhecidos ao
longo do dia, com dados da Europa às 03h, Ásia às 05h e América do Norte às 17h
(horário de Brasília). A expectativa predominante é de desempenho mais fraco,
refletindo a fragilidade da demanda global por derivados de cacau.
Outro
ponto de atenção é o início do período de liquidação física do contrato de
maio, marcado para 24 de abril, o que pode trazer ajustes adicionais de
posicionamento nas próximas sessões.
No
cenário cambial, o contrato futuro de Real x Dólar com vencimento em 30 de
abril de 2026 é negociado a R$ 5,12, mantendo um patamar que segue relevante
para a formação de preços no mercado doméstico, especialmente em um ambiente de
pressão sobre os diferenciais e margens da indústria.
Com um pano de fundo marcado por estoques
elevados, demanda ainda enfraquecida e incertezas macroeconômicas e
geopolíticas, o mercado de cacau tende a permanecer sensível aos próximos dados
de moagem e ao comportamento dos fluxos globais nas próximas semanas.
Fonte: mercadodocacau
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