alhos & bugalhos
ILHÉUS
TERÁ FILHOS DE GANDHY NA LAVAGEM DA ESCADARIA DA CATEDRAL
O afoxé Filhos de Gandhy marcará presença na Lavagem da Escadaria da Catedral de São Sebastião, no próximo sábado (17), no Centro Histórico de Ilhéus. A atração foi anunciada pelo prefeito Valderico Junior (UB). “Quero ver todo mundo acompanhando com a gente, porque vai ter muita coisa boa”, afirmou, nesta terça (13), em vídeo publicado nas redes sociais.
Promovida pelo Sindicato
dos Estivadores de Ilhéus e Região, a festa é das mais tradicionais da cidade.
Anualmente, reúne comunidades de terreiros, blocos afros e grupos de capoeira
na Praça Dom Eduardo, em frente à Catedral.
A concentração
está marcada para as 9h, na sede do Sindicato dos Estivadores, localizada na
Avenida 2 de Julho. A saída do cortejo rumo à Catedral será às 10h. Do.: pimenta.blog.br
IF BAIANO ABRE INSCRIÇÕES EM PROCESSO SELETIVO PARA
CURSOS TÉCNICOS NO SUL DA BAHIA
O Instituto Federal Baiano (IF Baiano) em Uruçuca está com inscrições abertas em Processo Seletivo de Vagas Remanescentes para o ingresso de estudantes nos Cursos da Educação Profissional Técnica de Nível Médio, na forma subsequente ao Ensino Médio, nas modalidades presencial e a distância (EaD), com ingresso previsto para o ano letivo de 2026. As inscrições podem ser feitas até o dia 2 de março.
De acordo com editais, as
vagas são destinadas aos cursos técnicos presenciais de Agrimensura,
Agropecuária e Alimentos, no campus Uruçuca, e aos cursos técnicos EaD de
Vendas, Secretaria Escolar e Informática, nos polos de Uruçuca, Buerarema e
Itacaré. Em Buerarema, na modalidade a distância, são 73 vagas, sendo 35 no
curso de Técnico em Vendas, 20 em Técnico em Secretaria Escolar e 18 Técnico de
Informática.
Em Itacaré, na
modalidade a distancia, são 70 vagas distribuídas entre os cursos de Técnico em
Vendas (33), Secretaria Escolar (19) e no curso de Informática (18). Para
Uruçuca, são 17 vagas no Curso de Técnico em Vendas. Além disso, para este
município estão disponibilizadas outras 22 vagas nos cursos presenciais de
Agrimensura, Agropecuária e Alimentos.
A inscrição pode ser feita
presencialmente, nos polos EaD das cidades de Uruçuca, Buerarema ou Itacaré e
na Secretaria do IF Baiano – Campus Uruçuca. Pode ser feita ainda por meio do
envio da documentação exigida para o e-mail: secretaria@urucuca.ifbaiano.edu.br.
Receita Federal volta a negar taxação do Pix e alerta para golpes
A Receita Federal voltou a desmentir informações falsas que circulam nas redes sociais sobre suposto monitoramento de transações via Pix para cobrança de impostos.
Em nota oficial emitida nesta
quarta-feira (14), o órgão afirma que não existe
tributação sobre o Pix nem fiscalização das movimentações financeiras com esse
objetivo, prática proibida pela Constituição Federal.
Segundo a Receita, mensagens alarmistas
sobre “taxa do Pix” ou “imposto sobre transferências” são completamente falsas.
O Pix é apenas um meio de pagamento, como dinheiro ou cartão, e não gera, por
si só, qualquer tipo de tributo.
Os boatos citam a Instrução Normativa nº 2.278,
de agosto do ano passado, como se
ela autorizasse o rastreamento de transações individuais.
De acordo com o Fisco, a norma apenas
estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos
bancos tradicionais, dentro das regras de combate à lavagem de dinheiro e à
ocultação de patrimônio. Não há acesso a valores individuais, origem ou
natureza dos gastos dos cidadãos.
As informações falsas voltaram a ganhar força nas redes sociais nas últimas horas, após o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG)
voltar a publicar vídeos em que afirma que o governo voltará a monitorar o Pix. Há duas semanas, o Fisco tinha emitido outro alerta de notícias falsas sobre taxação de transações financeiras.
De acordo com a Receita, esse tipo de conteúdo tem como objetivo
enganar a população, gerar pânico financeiro e enfraquecer a confiança em um
dos principais meios de pagamento do país. O órgão afirma ainda que a
disseminação dessas mensagens atende a interesses do crime organizado e de
pessoas que se beneficiam da monetização e do engajamento gerado por notícias
falsas.
O que diz a
instrução normativa
A Receita esclarece que a instrução normativa de agosto não trata de taxação nem de monitoramento de
transações financeiras. O órgão reitera que a norma apenas
estende às fintechs e instituições de pagamento as mesmas obrigações de
transparência já aplicadas aos bancos tradicionais desde 2015.
As informações repassadas ao Fisco não detalham transações
individuais, nem permitem identificar a origem ou a natureza dos gastos dos
usuários.
Segundo a Receita, a medida é
fundamental para evitar que fintechs sejam usadas por organizações
criminosas para lavagem de dinheiro e ocultação de
patrimônio, como identificado em operações policiais recentes.
Reforma do IR
No mesmo comunicado, a Receita destacou informações verdadeiras
que vêm sendo distorcidas nas redes. Desde janeiro, quem
recebe até R$ 5 mil mensais está totalmente isento do Imposto de Renda. Para
rendas de até R$ 7.350, há desconto no valor devido.
Essas mudanças, segundo o Fisco, não têm qualquer
relação com Pix, monitoramento de transações ou criação de novos tributos.
Como se
proteger de golpes
A Receita Federal alerta que a propagação de boatos sobre
impostos e Pix cria um ambiente favorável para a aplicação de golpes.
Criminosos se aproveitam da desinformação para enviar mensagens falsas por
redes sociais, telefone e aplicativos como o WhatsApp, tentando coagir vítimas,
solicitar pagamentos indevidos ou obter dados pessoais.
Para o órgão, esse tipo de prática é perigosa porque amplia o
alcance do crime e coloca a população em risco.
A orientação da Receita Federal é desconfiar de mensagens
alarmistas, evitar o compartilhamento de conteúdos sem fonte confiável e buscar
informações em canais oficiais do governo ou em veículos de imprensa
profissional.
Mensagens que pedem pagamentos, dados
pessoais ou “regularizações” relacionadas ao Pix e a impostos devem ser
tratadas como tentativas de golpe.
RECONHECIMENTO INTERNACIONAL NÃO ACONTECE POR ACASO: CINEMA, CHOCOLATE E A CONSTRUÇÃO DA EXCELÊNCIA BRASILEIRA
Na noite de 11
de janeiro, o Brasil foi premiado no universo do cinema internacional. Um
reconhecimento que gera orgulho — e que, para mim, vai além da celebração pontual.
É muito maior. Parabéns a Wagner Moura, Kleber Mendonça Filho e a toda a equipe
do filme O Agente Secreto.
Continuarei assistindo e admirando filmes
e atores/atrizes brilhantes de outros países, mas sigo com os brasileiros com
ênfase e orgulho. Isso não está em discussão. Penso que há algo que se
transforma quando o reconhecimento vem de fora e recai sobre produções
nacionais feitas com excelência e consistência: o olhar sobre nós mesmos amadurece, e tudo se fortalece.
Prestigiar
o Brasil não é um gesto de fechamento ao mundo — muito pelo contrário. É
compreender que iniciativas brasileiras dialogam com o globo. É um exercício de
leitura crítica. É saber reconhecer quando excelência, método e intenção estão
alinhados — e quando isso se traduz em valor cultural e simbólico.
Esse
mesmo movimento aconteceu, de forma igualmente relevante, no universo do
chocolate brasileiro ao longo do mês de dezembro.
Durante a última edição do Academy of Chocolate Awards, em Londres, marcas
brasileiras bean to bar tiveram
um desempenho elogiável. Mais do que medalhas, o que se destacou foi um recorte
claro de maturidade: técnica de produção apurada, inovação, escolhas
conscientes, identidade bem construída e consistência sensorial.
O
chocolate brasileiro, aos poucos, deixa de ocupar apenas o lugar da promessa
para se posicionar como um produto capaz de dialogar com critérios
internacionais exigentes — sem perder sua singularidade e muito menos diminuir
a força de sua brasilidade.
Assim
como no cinema, esse reconhecimento não acontece por acaso. Ele é fruto de
investimento, de decisões estratégicas, de domínio técnico, de leitura de
mercado e, sobretudo, de profissionais que compreendem que excelência não é um
evento isolado, mas um processo contínuo.
Premiações
internacionais não devem ser lidas como ponto de chegada. Elas são indicadores.
Revelam onde há alinhamento com padrões globais, onde existe coerência entre
discurso e prática e onde o produto sustenta, na experiência, aquilo que
comunica. São, naturalmente, um recorte do que se faz de excelente em
chocolate, mas demonstram que o conjunto pode ser bem representado lá fora — e
aqui dentro também.
Nos próximos dias, farei uma análise
detalhada dos números da última edição do Academy of Chocolate London, atualizando também a
curva de evolução do Brasil ao longo das edições do concurso. Observar esse
movimento de forma histórica e comparativa é fundamental para compreender onde
avançamos, onde ainda existem potencialidades não plenamente alcançadas e quais
decisões estratégicas se impõem para o futuro.
Esse
tipo de leitura exige mais do que entusiasmo. Exige método, repertório, escuta
e capacidade de interpretação sensorial, cultural e mercadológica.
É
nesse cruzamento — entre dados, experiência, território e narrativa — que se
constrói valor de longo prazo.
E hoje, um VIVA AO BRASIL de
profissionais que fazem seu trabalho nos orgulhar — no cinema, no chocolate e
em todas as áreas onde a excelência é levada a sério.
Fonte: Chocolate no
Brasil/Por: Juliana Ustra
Persona do Dia
Dia De
Santo do Dia
Pensamento do Dia
Casos e Causos
A pergunta feita foi: em que circunstâncias você assinou o documento? Por intermédio de quem o recebeu, onde trabalhava, que idade tinha etc.
Ancelmo Gois
O ano em que os jornalistas se uniram contra a tirania
Eu sou filho político da geração de 68, aquele ano marcado pela rebeldia
juvenil em todo o planeta. No meu caso, com 19 anos, jovem repórter da
Gazeta de Sergipe e estudante em Aracaju, “O ano que não terminou” – na
formulação do mestre Zuenir Ventura – terminou, sim, para mim, na prisão.
Mais exatamente no 28º Batalhão de Caçadores, uma
unidade do Exército
local, depois do AI-5, em dezembro. Fiquei em torno de um mês.
Quando saí da cadeia fui escolhido – já então no PCB – para
fazer,
clandestino, um curso de formação política na antiga União Soviética, na
escola do Komsomol, braço da juventude do Partido Comunista da URSS.
Lá
fiquei pouco mais de um ano, retornando ao Brasil no segundo semestre de
1970 e fixando residência no Rio.
No Rio comecei a trabalhar nas antigas revistas técnicas na
sucursal carioca
da Editora Abril. Fazia também “frilas” para a revista Realidade, onde conheci
Audálio Dantas, que veio a ser posteriormente presidente do Sindicato dos
Jornalistas de São Paulo e que exerceu um papel importante de resistência
naqueles “anos de chumbo”. A ditadura estava, digamos, no auge de sua
brutalidade. Era época também do chamado “milagre brasileiro”, o grande
crescimento econômico.
A soma desses dois fatores colaborou para uma certa anestesia
política – inclusive nas redações. Tudo mudou com o impacto causado
pelo assassinato do jornalista Vladimir Herzog, em outubro de 1975, dentro
do DOI-Codi paulista. Foi um sentimento de “basta” que tomou conta dos
coleguinhas, como, de resto, de todo o país.
“Em nome da verdade” foi obra de engenharia política dos colegas de São
Paulo. Mas eu, trabalhando na sucursal da Abril e mesmo pela ligação com
colegas paulistas do PCB, acompanhava toda a movimentação. Quando o
Manifesto ficou pronto fiz parte do grupo carioca que recolheu
adesões mesmo junto a colegas politicamente mais conservadores. A repulsa à
barbárie era maior do que qualquer eventual diferença política.
“Em nome da verdade” foi, acho, a maior manifestação política
dos jornalistasem todos os tempos. Eu estava lá.
P.S.: Em abril de 1976 terminei respondendo a um processo político –
foto – no
Dops carioca. Mas essa é outra história.
Charge
do Dia
Priskas Eras
Publicação simultânea: correioitajuipense.blogspot.com – academiaalcooldeitajuipe.blogspot.com e correioitajuipensedenoticias.blogspot.com (Tribuna do Almada é notícias). “Vou Afiar a Agulha e Bater o Martelo! Ponto final. *Redação o Bolso do Alfaiate”


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